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  #21  
Antigo 13-04-2009, 18:15
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Tayeb Tayeb está offline
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Em jeito de conclusão:

Igualmente, com os meus anitos de experiência, tenho-me cruzado com pessoas que nos surpreendem verdadeiramente (pela positiva) por me verem com o hijab. Uma idosa veio uma vez ter comigo e começou-me a fazer perguntas sem ser intrusiva. Acabou por me dizer que também tinha uma filha que era muçulmana e pediu-me para eu orar a Deus por ela (pela senhora), tendo-me desejado as maiores felicidades, etc. Outra vez, estava eu no Pingo Doce (passo a publicidade ehehe ), e uma senhora de meia-idade, ao ver-me de lenço na cabeça, começou-me a fazer perguntas sobre o Islão, confessando-me de que se sente desorientada espiritualmente; que tem andado a visitar alguns lugares de culto à procura de uma "luz". Duvido que tivessem vindo ter comigo senão usasse lenço, pois não me reconheceriam enquanto muçulmana. Podem ser situações que se contam pelos dedos de uma mão, mas são os suficientes para não desacreditar na capacidade de algumas pessoas conseguirem pensar por si próprias e não engolirem tudo o que os media dizem passivamente, assim como para não perder a esperança. O nosso Profeta (paz esteja com ele) fez 26 tentativas falhadas de procurar protecção entre as tribos árabes, até se ter deparado com os Ansar (pessoas de Medina). Ele não desistiu apesar de uma série de fracassos, nem devemos nós desistir face a problemazecos que de longe se comparam aos que ele teve.

Eu tenho e tive problemas com a minha família por causa do hijab, que têm vindo a desvanecer com o tempo, em regularidade e intensidade. Inclusive com pessoas, fora da família, que me conhecem desde pequena. Mas continuo sem abdicar do hijab, apesar de ter consciência que se o fizesse os problemas cessariam completamente de um momento para o outro. Se fizesse isso, estaria a abdicar das minhas convicções, "vendendo-as" a um preço tão baixo quanto um lenço, e a aceitar que os meus entes queridos me amassem por uma superficialidade. Eu prefiro que me amem pela pessoa que sou.

Relativamente aos "outros", é-me indiferente se os outros pensam que sou retrógada, oprimida, antiquada, etc. desde que Deus saiba que eu sou "avançada", livre e a Ele obediente. Mais, o hijab serve de escudo e de espelho, na medida em que os bons amigos mantém-se, com lenço ou não, e os outros afastam-se.

O meu papel aqui, nunca foi o de "obrigar" ninguém a usar o hijab ou deixar de usar. A mim, enquanto muçulmana, cabe apenas o dever de passar a mensagem. Allah é quem guia quem quer e descaminha quem quer. Se eu cito o Alcorão e haddith, é porque gosto que as minhas intervenções sejam sólidas e com substância e não meras opiniões pessoais que não contam para nada visto que a minha palavra não é nem nunca pretendeu ser lei.

Se a rainha Rania usasse o hijab e continuasse a ser a pessoa dinâmica que é, talvez ajudasse a quebrar esses estereótipos, Allah sabe melhor. Estereótipos tão vinculados não cessam de um dia para o outro. É preciso um esforço grande e contínuo de todos.

Paz esteja com todos!
Temos o exemplo das mulheres do primeiro-ministro e do presidente turco. São mulheres modernas e instruídas e não deixam de usar o hijab. Fica-lhes muito bem e admiro-as.


Em Downing Street


A primeira dama turca Hayrunnisa Gul, ao centro, junto à Michelle Obama


Masha-Allah!

Porém ninguém parece estranhar o hijab das viúvas ciganas, ou as de irmãs católicas. E porque é que as mulheres têm que pôr um véu quando são recebidas pelo Papa?
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Tayeb
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  #22  
Antigo 13-04-2009, 19:18
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Já agora num encontro no Golfo Pérsico aquando da invsão de Gaza, as duas damas do centro com hijab são Shaikha Mouza Bint Nasser Al Missnad, a primeira dama do Qatar e Emine Erdogan, esposa do primeiro-ministro turco Tayip Erdogan.



As outras senhoras são Asma Al Assad, a primeira-dama da Síria, à esquerda, e a Raínha Rânia de Jordão, à direita.

E aqui estão uns estilos lindos de hijab num vídeo:



Ma'a-salaama,
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Tayeb
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  #23  
Antigo 14-04-2009, 05:26
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Irmã Hajar,

Antes de mais uma boa semana para ti e que a paz e as bençãos de Deus estejam contigo.

Fico feliz com o que relatas. Que Deus te abençoe sempre com felizes acontecimentos como esses.
Infelizmente os casos que eu poderia relatar, da minha experiência pessoal, estão muito longe disso. Tive pessoas que me perguntaram se tinha dores de dentes, outras que me perguntaram se tinha partido a cabeça e por aí em diante...

Quanto aos meus pais, também os fiz sofrer por algum tempo, graças a Deus curto, por causa do hijab. O meu pai é doente cardíaco e a minha mãe várias vezes me pediu em lágrimas que não os fosse visitar com o lenço na cabeça. Foi uma fase dificil porque o meu marido tinha acabado de chegar a Portugal e era para ele dificil ver-me sem o hijab. Ao fim e ao cabo nada tinha a ver com Deus. Era uma questão de agradar aos meus pais ou ao meu marido.
Penso que a nossa liberdade termina onde começa a liberdade dos outros. É uma frase antiga e muito certa.
Além disso, é Deus quem nos pede para sermos bons para com os nossos pais, em especial com a nossa mãe. Adoro os meus pais. E para que eles me respeitem eu também tenho de os respeitar e compreender.

Islão não é um lenço na cabeça.
Hijab não é um lenço na cabeça. É toda uma maneira de estar, um comportamento, uma atitude, muito para lá do simples tapar o cabelo.

Não me vou repetir, vou apenas deixar o link, se a irmã quiser ter a bondade de ler.
http://www.submission.org/dress4.htm
Foi um dos primeiros artigos que li quando comecei a aprender sobre o Islão. Li vários. Li muitos. Uns a favor, outros contra. Cada qual deve usar o seu cérebro e pensar... no final Deus julgar-nos-á, e só ELE sabe o que é melhor.
É um artigo também ele baseado no sagrado Alcorão, com muitissimas citações, como a irmã poderá verificar:

1) Quran is a complete book, See 6:19,38,114, 115, 12:111 and 50:45.
Remember that when God says that His book is complete, it means 100%
complete.


"..........We did not leave ANYTHING out of this book." 6:38
"The word of your Lord is COMPLETE, in truth and justice.
Nothing shall abrogate His words. He is the Hearer, the
Omniscient." 6:115 "

"Shall I seek other than GOD as a source of law, when He
has revealed to you this book fully detailed? Those who
received the scripture recognize that it has been revealed
from your Lord, truthfully. You shall not harbor any doubt."
6:114, See also, 7:52, 11:1, 41:3, 10:37 and 12:111

(...)

4) God does not need any addition to His book. God teaches us in
the Quran that He does not run out of words and that if He so
willed He could have given us hundreds, thousands or millions of
books besides the Quran (see 18:109). Since the Quran is complete, perfect and fully detailed, God did not give us any more books.

(5) God calls His book, the Quran, the BEST HADITH. HE called on
His true believers to accept no other hadiths as a source of this
perfect religion . See 7:185, 31:6, 39:23, 45:6, and 77:50.

"Have they not looked at the dominion of the heavens and the earth,
and all the things God has created? Does it ever occur to them that
the end of their life may be near? Which HADITH, besides this
(Quran) do they believe in?" 7:185


Salam
Paz, irmã e uma boa semana igualmente!

Acredito que discussões demasiado alongadas perdem o benefício original da troca de opiniões e ideias, arriscando-se a acabar em "batalhas campais verbais" e o que eu menos quero é batalhar com a irmã Tendo as nossas posições ficado claras e eu ter muito pouco a acrescentar à discussão prefiro ficar-me por aqui, em memória de uma das pérolas de sabedoria do Islão do nosso amado Profeta, paz e bençãos de Deus estejam com ele:


15 - Abu Huraira (r.a.) contou que o Mensageiro de Deus (s.a.w.) disse:
?Quem crê verdadeiramente em Deus e no Último Dia deve ser generoso com seus convidados; quem crê verdadeiramente em Deus e no Último Dia deve cuidar dos seus laços consangüíneos; e quem crê em Deus e no Último Dia deve falar correta e brandamente, ou ficar calado.? (Bukhari e Muslim) http://myciw.org/modules.php?name=Qudsi
Só um pequeno aviso: o site que indicou é feito por judeus, não por muçulmanos. A tradução do Alcorão que eles têm no site não está entre as inglesas conhecidas... porquê recorrer a outra?

Se quiser sites "seguros" sobre o Islão, experimente:

www.islamonline.net do famoso erudito islâmico Yusuf Al-Qaradawi, egípcio. Se tiver alguma dúvida que quiser ver respondida por pessoas com qualificações para tal, sendo o Y. Qaradawi um deles, pode ir a "ask the scholar" -> "submit question"; dado o elevado número de perguntas que recebem, é necessário seguir uma agenda lá exposta. Demoram cerca de 2 semanas a responder (sempre que tentar ver se a resposta já foi dada e ainda não o tiver sido, aparecerá um link de erro).

www.islam-qa.net do erudito islâmico Muhammad Al-Munajjid, saudita, mais "duro" mas muito bem sucedido por fundamentar bem as suas fatawas (têm mais cuidado ao citar o Alcorão, as referências correspondem sempre ao que é de facto citado, o que para mim é uma das regras básicas de respeito à Palavra de Deus).
__________________
"Ele ganha corações, não guerras... é uma vitória permanente." (Abu Sufyan no filme A Mensagem, referindo-se a Muhammad (s.a.w.) aquando da entrada em Meca)

Última edição por hajar; 14-04-2009 às 05:35.
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  #24  
Antigo 14-04-2009, 11:32
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khadijah khadijah está offline
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Concordo em absoluto com a irmã, que já passámos muito para lá do nosso tempo de antena

Apenas uma notita final: tive o cuidado de comparar as traduções em inglês com as que o irmão Tayeb gentilmente disponibiliza neste site e não vejo diferençs significativas de significado, poderá a irmã corrigir-me se os meus conhecimentos de inglês estão assim tão maus

Quanto aos nomes que me indica, que Deus me perdoe se quanto mais velha estou mais teimosa fico, mas para mim a fonte do Islão é o sagrado Alcorão.
Porque a mim não me diz nada quando a irmã declara que o site é feito por judeus...como sabe? conhece-os? e baseia em quê a sua observação? qual é o ponto ou pontos que a irmã entende como falsos ou deturpadores do sagrado Alcorão para basear a sua declaração?
Porque é fácil dizer: ah e tal isso não presta... eu pergunto então quais os pontos exactos em que se baseou, do que leu, para dizer que está errado??
Eu não sei se está certo. Apenas sei que gosto de ler e estudar sobre o Islão, mas leio tudo. Os prós e os contras. Só assim posso tentar fazer uma ideia.
Se num tribunal o juiz só ouvisse uma parte, como poderia julgar???
Parece o meu querido pai, que sendo comunista só lê o jornal do partido comunista e tem a certeza absoluta que TODA a verdade está lá.


Tenho como seguro o sagrado Alcorão que me foi oferecido na mesquita central de Lisboa, embora em inglês e árabe.
Tenho ainda outro em árabe e português que comprei na livraria Bertrand. Além disso temos ainda a tradução que o irmão Tayeb nos faculta. Penso que é suficiente. O resto são opiniões de homens, eruditos, estudiosos, mas meros seres humanos e portanto sujeitos a erro.
Há que ler, estudar, e tirar as NOSSAS conclusões e não ter como ídolos outros homens, ou será que não é esse o maior pecado de todos perante Deus??????????

salam

Última edição por khadijah; 14-04-2009 às 11:53.
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  #25  
Antigo 14-04-2009, 12:50
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hajar hajar está offline
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Concordo em absoluto com a irmã, que já passámos muito para lá do nosso tempo de antena

Apenas uma notita final: tive o cuidado de comparar as traduções em inglês com as que o irmão Tayeb gentilmente disponibiliza neste site e não vejo diferençs significativas de significado, poderá a irmã corrigir-me se os meus conhecimentos de inglês estão assim tão maus

Quanto aos nomes que me indica, que Deus me perdoe se quanto mais velha estou mais teimosa fico, mas para mim a fonte do Islão é o sagrado Alcorão.
Porque a mim não me diz nada quando a irmã declara que o site é feito por judeus...como sabe? conhece-os? e baseia em quê a sua observação? qual é o ponto ou pontos que a irmã entende como falsos ou deturpadores do sagrado Alcorão para basear a sua declaração?
Porque é fácil dizer: ah e tal isso não presta... eu pergunto então quais os pontos exactos em que se baseou, do que leu, para dizer que está errado??
Eu não sei se está certo. Apenas sei que gosto de ler e estudar sobre o Islão, mas leio tudo. Os prós e os contras. Só assim posso tentar fazer uma ideia.
Se num tribunal o juiz só ouvisse uma parte, como poderia julgar???
Parece o meu querido pai, que sendo comunista só lê o jornal do partido comunista e tem a certeza absoluta que TODA a verdade está lá.


Tenho como seguro o sagrado Alcorão que me foi oferecido na mesquita central de Lisboa, embora em inglês e árabe.
Tenho ainda outro em árabe e português que comprei na livraria Bertrand. Além disso temos ainda a tradução que o irmão Tayeb nos faculta. Penso que é suficiente. O resto são opiniões de homens, eruditos, estudiosos, mas meros seres humanos e portanto sujeitos a erro.
Há que ler, estudar, e tirar as NOSSAS conclusões e não ter como ídolos outros homens, ou será que não é esse o maior pecado de todos perante Deus??????????

salam
Paz irmã!

Também para mim, como para todos os muçulmanos, a fonte do Islão é o Alcorão. Mas também a Sunnah! A Sunnah consiste no exemplo a seguir pelo nosso amado Profeta (paz esteja com ele), visto que ele foi quem seguiu o Alcorão mais perto da perfeição possível, em todos os ramos da vida: pai, marido, profeta, militar, chefe de estado, homem de negócios, etc. Esse site descarta tudo isso num estalar de dedos. Descarta a autoridade do Profeta (paz esteja com ele). Os judeus não acreditam que ele tenha sido o profeta prometido na Tora... coincidência? Allah sabe melhor. Senão fosse a Sunnah do Profeta nós nem sequer saberíamos rezar, porque as orações não vêm detalhadamente descritas no Alcorão. http://www.submission.org/had-corruption.html

Pode-se "provar" o que se quiser com o Alcorão, ou outros textos sagrados. Depende do carisma, da capacidade de argumentação e da intenção de quem o faz. Com um pouco de jeito até se prova que o álcool afinal é permitido, o porco, etc. basta citar os versículos que melhor convierem a tal fim.

Eu não podia estar mais longe de adorar fosse quem fosse excepto Deus, irmã, e graças a Deus que assim o é. Se sugeri esses dois sites foi apenas por serem fidedignos. Mas foi uma mera sugestão!! É evidente que são sujeitos a erro, daí que hajam diversos assuntos polémicos entre os eruditos. Mas talvez a margem de erro seja menor do que o comum dos leigos, precisamente por terem estudado anos a fio o Alcorão, as diversas interpretações, escolas de jurisprudência, etc. Se a irmã precisasse de alguém para a defender em tribunal, provavelmente iria consultar um advogado e não o "zé da esquina", certo? A lógica mantém-se neste contexto.

Desde que comecei a estudar o Islão, ainda antes de imaginar que um dia me viria a converter, tive por princípio fazer a mesma pergunta (qualquer dúvida que me ocorresse) a muita gente e consultar vários sites... exactamente para não correr o risco de contradições e informações erradas ou mal fundamentadas, tal como nunca comecei a praticar nada sem saber os "porquês" pelo mesmo método.

Paz! E é em paz que definitivamente termino a minha participação neste tópico.
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"Ele ganha corações, não guerras... é uma vitória permanente." (Abu Sufyan no filme A Mensagem, referindo-se a Muhammad (s.a.w.) aquando da entrada em Meca)
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  #26  
Antigo 14-04-2009, 13:49
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khadijah khadijah está offline
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Olá irmã,

Não me recordo onde vi essa informação, se no próprio site se noutros referindo-se a esse (ao www.submission), mas penso que se trata de um site Xiia, ou xiita ou como quer que seja que se costuma designar, e não judeu. Daí talvez a maneira como se referem ao profeta Mohammed (saw) seja diferente do que normalmente encontramos num site sunita.
Não sei se estou correcta mas penso que vi isso algures.

Salam e um bem haja para ti em especial irmã.
Espero que saibas que aprecio a maneira como pensas e como defendes o Islão.
Que as bençãos de Deus estejam contigo!
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  #27  
Antigo 14-04-2009, 17:29
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Tayeb Tayeb está offline
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Olá irmã,

Não me recordo onde vi essa informação, se no próprio site se noutros referindo-se a esse (ao www.submission), mas penso que se trata de um site Xiia, ou xiita ou como quer que seja que se costuma designar, e não judeu. Daí talvez a maneira como se referem ao profeta Mohammed (saw) seja diferente do que normalmente encontramos num site sunita.
Não sei se estou correcta mas penso que vi isso algures.

Salam e um bem haja para ti em especial irmã.
Espero que saibas que aprecio a maneira como pensas e como defendes o Islão.
Que as bençãos de Deus estejam contigo!
Trata-se da Mesquita de Tucson, Arizona. O grupo sectário Submission emana do antigo Imame da Mesquita Dr Rashad Khalifa, que formulou a teoria que todo o Alcorão está organizado numa fórmula matemática baseada no número 19, sendo como se sabe 1 o menor dígito e o 9 o maior dígito. Ora, aconteceu que às tantas havia coisas que não se encaixavam no número 19, e ele então concluiu que estes versículos tinham sido alterados e alterou o Alcorão e aboliu alguns versículos para tudo encaixar no número 19.

Um triste dia, quando, penso eu, Dr Khalifa se dirigia à Mesquita para orar, alguém o assassinou, apunhalando-o várias vezes. Os seus seguidores continuaram com a teoria de número 19. Acontece que a teoria não acerta no actual Alcorão que conhecemos, embora tenha muita coisa que se diga sobre o assunto. De facto, eu e o irmão Yussuf, escrevemos um opósculo sobre o assunto que se chama "O Milagre do Alcorão". Na introdução escrevemos um aviso de um erudito que o assunto só serve para conhecimento não se deve basear o Alcorão em teorias matemáticas.

Fica aqui o esclarecimento que Submission emana da Escola Sunita Shafii e que o Dr Rashad Khalifa era um egípcio. Não tem nada a haver com o xiismo, nem tem ligações com os judeus, creio eu. Creio que actualmente o movimento ou a seita criada por Dr Khalifa está altamente inflitrada por elementos suspeitos ligados à CIA, e outros que querem reformar o Alcorão e abolir os Hadices.

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  #28  
Antigo 15-04-2009, 11:18
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Obrigada, irmão Tayeb, pelo esclarecimento e um bem haja.

salam
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  #29  
Antigo 15-04-2009, 18:54
YiossufAdamgy YiossufAdamgy está offline
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Assalamu Alaikum, prezados irmãos:

Sobre o assunto em questão, talvez seja interessante ler o conteúdo do seguinte artigo:


Os machismos partilhados
no Oriente e no Ocidente



Com alguma frequência, são disputadas batalhas ideológicas
que tomam os corpos das mulheres como emblemas. A islamofobia não é uma excepção.



Por: Naomi Wolf ? Fonte: Clarín
Versão Portuguesa de Al Furqán


Uma mulher vestida de preto até aos tornozelos ou coberta por um véu ou por xador completo caminha por uma rua europeia ou norte-americana, rodeada por outras mulheres com camisolas sem mangas, mini-saias ou calças muito curtas. Passa por debaixo de vários letreiros de publicidade nos quais outras mulheres se derretem em pleno êxtase sexual, brincam com roupa interior ou simplesmente se espreguiçam, languidamente, quase totalmente nuas. Poderia, por acaso, ser esta imagem mais representativa do incómodo que o Ocidente sente para com os costumes sociais do Islão e vice-versa? Com alguma frequência, são disputadas batalhas ideológicas que tomam os corpos das mulheres como emblemas e a islamofobia ocidental não é uma excepção.

No entanto, não estaremos nós, no Ocidente, a mal interpretar radicalmente os costumes sexuais muçulmanos, em particular o significado no facto de muitas mulheres muçulmanas irem cobertas com o véu ou vestidas com um xador? E não estaremos cegos para com os nossos elementos de opressão e de controlo das mulheres?

O Ocidente interpreta o véu como uma repressão das mulheres e supressão da sua sexualidade, mas, se viajarmos por países muçulmanos, podemos perceber que as atitudes muçulmanas sobre a aparência e a sexualidade das mulheres não têm, necessariamente, raízes na repressão, mas antes num forte contraste entre a vida pública e a privada, o que é devido a Deus e o que é devido ao marido.

Mais ainda, as mulheres muçulmanas não estão sozinhas. A tradição cristã ocidental representa toda a sexualidade, inclusive a entre os casados, como pecaminosa. O Islão e o Judaísmo não tiveram essa classe de divisão mente-corpo. Assim, nessas culturas, a sexualidade canalizada no matrimónio e a vida familiar é considerada uma grande bênção, aprovada por Deus. Isto pode explicar porque razão as mulheres muçulmanas e ortodoxas não apenas descrevem uma sensação de libertação graças à sua roupa recatada e ao seu cabelo coberto, mas também expressam níveis de satisfação sensual, na sua vida conjugal, muito mais elevados do que os normais no Ocidente.

Quando se mantém em privado a sexualidade e quando esta é orientada por formas que são sagradas e quando o marido passa o dia sem ver a sua esposa (ou outras mulheres) semi-nua, pode sentir-se uma grande força ou intensidade quando o véu ou o xador desaparecem na santidade do lar.

Muitas mulheres muçulmanas não se sentem, de modo algum, subjugadas pelo xador ou pelo véu. Pelo contrário, sentem-se libertadas do olhar ocidental que sentem como incomodativo, objectificador e vilmente sexual.

Entre os jovens típicos do Ocidente, que são criados com pornografia e imagens sexuais em todas as esquinas, a redução da libido é uma epidemia em crescimento, daí que seja fácil imaginar a grande força que a sexualidade pode ter se estiver impregnada numa cultura mais recatada e vale a pena entender as experiências positivas que as mulheres ? e os homens ? podem ter em culturas em que a sexualidade está canalizada de forma mais conservadora.

Não quero subestimar as muitas mulheres do mundo muçulmano que consideram o véu um meio de controlo sobre as mulheres.

A liberdade de escolha é fundamental, mas os ocidentais também deveriam reconhecer que, quando uma mulher em França ou na Grã-Bretanha opta pelo véu, isto não é necessariamente um sinal da sua repressão e ? o que é mais importante ? quando opta pela mini-saia e pela camisola sem mangas numa cultura ocidental na qual as mulheres não são tão livres para envelhecer, para ser respeitadas como mães, trabalhadoras ou seres espirituais, vale a pena pensar de uma forma mais variada sobre o que significa verdadeiramente a liberdade feminina.
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