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  #1  
Antigo 15-05-2010, 13:26
YiossufAdamgy YiossufAdamgy está offline
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Padrão A Criação do Homem

A CRIAÇÃO DO HOMEM

In «Histórias de RUMI»

Versão portuguesa de M. Yiossuf Adamgy - Edição de Al Furqán



Quando o Todo-Poderoso decidiu criar a Humanidade para que fosse submetida ao teste do bem e do mal, incumbiu o Anjo Gabriel de trazer da Terra uma mão cheia de terra, com o objectivo de se criar o corpo de Adão.

O Anjo Gabriel veio então à Terra para cumprir as ordens Divinas. Foi nessa altura que a Terra demonstrou a sua preocupação com a possibilidade de o Homem que agora iria ser criado se rebelar contra Deus, o que poderia ter como consequência que Deus fizesse cair sobre ela a sua ira. Foi movida por esta inquietação que a Terra se queixou ao Anjo Gabriel e lhe pediu que evitasse essa catástrofe. O Anjo Gabriel garantiu satisfazer o pedido da Terra e regressou ao Céu sem levar o solicitado punhado de terra.

Deus delegou ao Anjo Miguel a mesma missão que atribuíra a Gabriel e a Terra fez-lhe a ele o mesmo tipo de explanação que fizera ao outro Anjo. E também Miguel ouviu as súplicas da Terra, tendo igualmente regressado ao Céu sem levar consigo o punhado de terra.

O Anjo Israfil foi então o escolhido para tentar cumprir a missão, depois de Miguel ter fracassado, mas também ele regressou ao outro mundo sem o punhado de terra.

O Anjo Izrail foi o próximo a tentar cumprir a desejada missão e, uma vez mais, a Terra fez a sua já habitual exposição, mas Izrail não atendeu ao seu pedido.

Disse à Terra que ao cumprir esta ordem, apesar de poder ser dolorosa, mais não era do que a lança na mão do Todo-Poderoso.

Quando Izrail regressou ao Céu com o punhado de terra, Deus disse-lhe que faria dele o Anjo da Morte. Izrail argumentou que tal missão faria com que as pessoas o odiassem, ao que Deus lhe disse que ele se manifestaria através de doenças e mal-estar e que, assim sendo, ninguém procuraria a causa que estaria para além dessas maleitas.

O Todo-Poderoso afirmou igualmente que a morte seria, na realidade, uma dádiva para os sábios, pois só os imbecis desejariam que ela não existisse.


A ideia que esta história visa transmitir-nos é que a morte é, de facto, uma dádiva. De acordo com as palavras de Rumi:

"Se a morte não existisse, a vida não teria o mínimo valor".
  #2  
Antigo 18-05-2010, 18:57
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Manzarra Manzarra está offline
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Uma boa síntese da criação do homem
__________________
Manzarra
  #3  
Antigo 26-05-2010, 17:24
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Muito bonito
  #4  
Antigo 27-05-2010, 19:16
YiossufAdamgy YiossufAdamgy está offline
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Meus caros Manzarra e Antropólogo,

Assalamu Alaikum:

Obrigado pelo vosso comentário e aqui vai mais uma do nosso honorável e saudoso RUMI:


O Encontro do Santo Profeta (p.e.c.e.)

com Abu Jahl



Abu Jahl era um crítico feroz do Islão, opondo-se ao credo a ferro e fogo.

Certo dia, Abu Jahl foi ao local onde o Profeta Sagrado (paz esteja com ele) se encontrava sentado com os seus Companheiros, dizendo em tom insultuoso:

"Muhammad, sabias que és muito feio?" O Profeta Sagrado (p.e.c.e.) limitou-se a sorrir e disse: "Tens razão, Abu Jahl."

Abu Jahl foi-se embora e, passado algum tempo, Hazrat Abu Bakr (r.a.) veio igualmente juntar-se aos convivas. Abu Bakr olhou o Profeta com reverência e, em seguida, exclamou com admiração: "Profeta de Deus, que formosa face possuis!" O Profeta Sagrado (p.e.c.e.) sorriu e afirmou: "Tens razão, Abu Bakr."

Nessa altura, um dos Companheiros disse: "Profeta de Deus, quando Abu Jahl afirmou (que Deus o não permita) que éreis feio, vós haveis afirmado que era verdade e agora que Hazrat Abu Bakr afirma que sois encantador, afirmais igualmente que ele está certo. Como sois capazes de conciliar estas duas afirmações contraditórias?"

O Profeta Sagrado (p.e.c.e.) explicou o seguinte: "Os profetas de Deus são como um espelho: reflectem as coisas tal como elas são. Se formos feios, acharemos feio o Profeta; se, por outro lado, formos belos, o Profeta será igualmente belo aos nossos olhos."

A ideia que se pretende salientar com esta história é que os Profetas de Deus são almas puras e que todos nós temos o dever de purificar as nossas almas, pois ao proceder dessa forma conseguiremos ultrapassar os nossos preconceitos pessoais. Ora, a verdade é que ao alcançarmos o estado da purificação deixaremos de nos sentir perturbados por qualquer tipo de insulto que nos façam, assim como, da mesma forma, deixaremos de nos sentir afectados por qualquer elogio que nos seja feito.

Outro aspecto a que esta história faz alusão é ao facto de a nossa visão exterior ser uma mera ilusão. A nossa verdadeira visão é a interior, a visão que captamos através dos olhos da nossa mente. Assim, se a nossa visão interior estiver turva, veremos as coisas às avessas, mas se, pelo contrário, a nossa visão interior for perspicaz, então o que virmos será belo e brilhante.

Wassalam.
  #5  
Antigo 30-05-2010, 19:50
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Manzarra Manzarra está offline
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Excelente Hadice. Palavras bem ditas do nosso estimado e querido Profeta Muhammad (S.A.W).

Já agora o senhor Yussuf Admagy não é o celebre escritor de revistas e livros da editora Al Furqan?


Cumprimentos.
__________________
Manzarra
  #6  
Antigo 31-05-2010, 15:27
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Citação:
Postado Originalmente por Manzarra Ver Post
Excelente Hadice. Palavras bem ditas do nosso estimado e querido Profeta Muhammad (S.A.W).

Já agora o senhor Yussuf Admagy não é o celebre escritor de revistas e livros da editora Al Furqan?


Cumprimentos.
Acertaste na muche
  #7  
Antigo 22-06-2010, 11:34
YiossufAdamgy YiossufAdamgy está offline
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O DESENVOLVIMENTO DA ALMA



In «Histórias de RUMI»

Versão portuguesa de M. Yiossuf Adamgy - Edição de Al Furqán


Era uma vez, um homem que viveu na época do califado de Hazrat Shuaib.

Esse homem fazia as suas orações com regularidade e era considerado um homem devoto. Com efeito, o homem afirmava ter cometido muitos pecados e faltas, mas que Deus, na Sua misericórdia, se privara de o castigar.

Hazrat Shuaib, tendo ficado a par destas afirmações, perguntou um dia a Deus como é que uma pessoa podia não ser castigada pelas suas faltas e pecados.

Deus respondeu-lhe então que o homem não tinha razão quando afirmava que não havia sido castigado. Com efeito, o homem fora, de facto, punido, mas como o seu coração estava enfraquecido,não tinha consciência do castigo que lhe tinha sido aplicado.

Hazrat Shuaib foi falar com o homem e transmitiu-lhe aquilo que Deus lhe tinha dito.

O homem perguntou-lhe então: "Se Deus me puniu, onde estão os sinais desse castigo?"

Hazrat Shuaib implorou então a Deus que lhe revelasse os sinais do castigo aplicado ao homem. Foi então que Deus lhe disse:

"Esse homem é regular nas suas orações e devoção, mas a verdade é que, nem através dessas práticas é capaz de atingir o desenvolvimento da sua alma. Ora, essa incapacidade é verdadeiramente um castigo".

//

A ideia que esta história procura transmitir é que o verdadeiro objectivo das orações e das outras formas de devoção religiosa é alcançar o desenvolvimento da alma do indivíduo.

Assim, se o indivíduo, apesar das suas orações e devoção, não con-seguir alcançar o desenvolvimento da alma, deve então perceber que está a ser alvo de um castigo.
  #8  
Antigo 23-06-2010, 13:45
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El Cairo El Cairo está offline
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Salam,
Bonita história e com um grande ensinamento.
O sagrado Alcorão pelo que me apercebo da leitura que venho fazendo ultimamente, transmite ele próprio um espírito de vida que tem em vista iluminar e guiar cada um de nós, seja crente ou não.
El Cairo
  #9  
Antigo 24-06-2010, 12:34
YiossufAdamgy YiossufAdamgy está offline
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Pois é, El Cairo, é isso mesmo, o Alcorão ... O Alcorão Sagrado convida-nos a ser seres humanos. Ensina o que é lícito e ilícito, e o que é o amor. É um olho que Deus nos dá. Quem possuir este olho vê o que está bem e o que está mal, o visível e o invisível ...

Wassalam.
  #10  
Antigo 25-06-2010, 01:15
Ismail Ismail está offline
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Nascemos com várias habilidades inatos, instintos e impulsos. Com o tempo, construímos a nós mesmo. O Alcorão mostra o caminho para o aperfeiçoamento pessoal, o caminho que nos leva do que somos para aquilo que podemos ser.
 
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