myCIW (SÓ PARA VISUALIZAÇÃO - FÓRUNS TRANCADOS!)

Voltar   myCIW (SÓ PARA VISUALIZAÇÃO - FÓRUNS TRANCADOS!) > Temas Islâmicos > Religião Comparativa

 
 
Opções do Tópico
  #11  
Antigo 28-10-2008, 12:30
Avatar de Tayeb
Tayeb Tayeb está offline
Administrador
 
Registrado em: Jul 2002
Posts: 4,413
Padrão

Caro curioso,

O tópico aqui não é o Islão, mas sim o cristianismo e em especial alguns cristãos. Desta vez é o curioso que fugiu do tópico principal lançando acusações infundamentadas sobre o Islão.

Não ponha no mesmo saco o Islão com as Cruzadas e a Inquisição. O Islão nunca teve estes tipos de repressões, e se há acusações contra o Islão, não se conseguem fundamentar pelos factos existentes, isto é continuaram haver outras crenças nos locais onde o Islão esteve no poder. A Penininsula Ibérica apesar de ter estado sob o domínio islâmico durante séculos continuaram aqui existir judeus, cristãos e outras crenças. Não houve nenhuma tentativa de os forçar a mudar de fé através de Autos de Fé e serem queimados na estaca.

Apesar das minhas reticências quanto ao que o soli escreveu. logo após ao meu post de inciação deste tópico, acho que ele tem razão em estabelecer paralelismos nas crenças cristãs e o que se fez no passado. O fundamental da diferença com o Islão é que no cristianismo as crianças não são inocentes. O cristianismo põe em cima delas o fardo de Pecado Original e a existência do Mal nelas, e que ainda por cima os filhos pagam pelos pecados dos pais.

Curisoso acho que está a ser desonesto em dizer que as Cruzadas e a Inquisição tinham a haver com a política. Concordo consigo que política e até a economia tivessem tido um papel, agora dizer que tudo tinha a haver somente com a política está muito errado. Não me vai dizer que os padres, os bispos e os demais inquisitores tinham uma ou várias agendas políticas e que não os movia a crença religiosa e a intolerância que aprenderam das crenças que emanaram do judaismo militante.

Não são só erros destas igrejas africanas. mas sim algo endémico da crença cristã e a hernaça da teologia do Pecado Original e que em especial que as crianças não são inocentes. Existe de facto uma mistura da crença Bantu naquilo que algumas Igrejas africanas fazem, que tem a haver a crença da existência de crianças feiticeiras e que elas trazem com elas o Mal e que os azares das familias ou aldeias são causadas pelas crianças. As crianças, o elo fraco da sociedade, afinal são um bode expiatório de problemas que não têm nada a haver com feitiço. A mim cheiram-me também interesses económicos, tal como aqui o zé povinho pensa só no futebol, na África culpam-se as crianças inocentes pelos males da economia.

Ma'a-salama,
__________________
Tayeb
______________
Admin
  #12  
Antigo 28-10-2008, 14:34
curioso curioso está offline
Membro Registado
 
Registrado em: Sep 2008
Posts: 452
Padrão

Caro Tayeb

Peço desculpa mas não leu o que eu escrevi.

Não fiz nenhum paralelismo entre as cruzadas e a inquisição, com qualquer situação relacionada com o Islamismo.

Reafirmo no entanto que não existe ismo que não tenha provocado as suas vitimas.

Fazemos o seguinte, diga o ismo e eu digo o numero de vitimas.

Quanto à discução em torno da ICAR

O pedro Silva referiu que a teologia católica deveria ser discutida. Falava ele da Teologia da Libertação.

Eu entendo que da mesma forma que, como não crente, não discuto a teologia Islamica, os não católicos não devem discutir a teologia da ICAR.

Como alias V/ sabe eu sobre o Islamismo pergunto e tiro duvidas. Nunca me viu opinar sobre a validade da sua teologia. Era só o que faltava.

Desculpe Tayeb mas mais uma vez não leu o que eu disse sobre a Inquisição.

Eu disse e repito, originalmente um tribunal eclesiastico brutal, que com o seu uso pelos monarcas da época se tornou uma enormidade.

Diga-me de onde é que desta frase retira qualquer forma de menorizar a Inquisição.

Se é verdade que os padres não tinham uma agenda politica, o mesmo não se pode dizer das altas esferas da hierarquia católica, sempre muito mais interessada em manter o seu poder terreno, através do medo e valendo-se da ignorancia dos crentes.

Como disse no post que V/ critica, O papel politico da ICAR no história mundial pode e deve ser discutido por todos, a teologia, seja de que religião for, não faz sentido ser discutida por não crentes.

Mais uma vez lhe digo, faz parte da minha história, mas não faz parte do que me orgulho!

Embora não discutindo teologia permita-lhe que lhe cite uma frase: "A mim as crianças porque delas é o reino dos Céus"
  #13  
Antigo 28-10-2008, 16:58
Avatar de Tayeb
Tayeb Tayeb está offline
Administrador
 
Registrado em: Jul 2002
Posts: 4,413
Padrão

Só para que outros membros que não saibam, ICAR significa Igreja Católica Apostólica Romana, isto é Igreja católica.
__________________
Tayeb
______________
Admin
  #14  
Antigo 28-10-2008, 19:26
Avatar de Tayeb
Tayeb Tayeb está offline
Administrador
 
Registrado em: Jul 2002
Posts: 4,413
Padrão Angola: Autoridades preparam processo para responsabilizar familiares

Mais um seguimento da notícia do primeiro post:

Angola: Autoridades preparam processo para responsabilizar familiares de "crianças feiticeiras"

Luanda, 24 Out (Lusa) -- As autoridades angolanas estão a recolher dados das cerca de 40 crianças acusadas de feitiçaria, retiradas quinta-feira em Luanda pela Polícia Nacional da posse de duas igrejas ilegais, para encaminhar os processos ao julgado de menores.

A directora provincial do Ministério da Assistência e Reinserção Social (Minars), Augusta Dias, disse hoje à Agência Lusaque neste momento decorre um trabalho de "triagem familiar", com vista a confirmar a origem das crianças.

"Queremos saber se essas crianças têm familiares na província de Luanda ou se são provenientes de outras regiões", disse à Lusa Augusta Dias.
Segundo a directora, participam também neste trabalho a Polícia Nacional, a Direcção Nacional de Investigação Criminal (DNIC) e o Julgado de Menores.

"Por se tratar de um crime, nós vamos fazer o trabalho quer no âmbito social quer no jurídico, porque se tratam de crianças menores de idade", frisou.

Augusta Dias adiantou que hoje alguns familiares destas crianças se deslocaram ao Minars, no intuito de obterem informações e tentarem recuperar os seus filhos.

"Os familiares estão a aparecer e nós vamos trabalhar de forma detalhada para confirmar se realmente são ou não familiares", disse Augusta Dias, acrescentando que estão a ser tiradas fotografias às famílias para essa confirmação.

"Estamos a trabalhar com as próprias crianças para nos confirmarem se realmente essas pessoas que aparecem são familiares e só depois disso, com o trabalho coordenado com a polícia, poderemos fazer a localização e a reunificação", salientou.

Devido ao estado de saúde "degradante" das crianças, a direcção provincial do Minars solicitou à direcção provincial do Ministério da Saúde um grupo de médicos para uma "observação detalhada" sobre a situação dos menores.

"Conforme forem os casos, se tiverem que ser encaminhadas para internamento terão que ir, caso contrário vamos ver que medidas os médicos vão orientar para salvaguardar o estado de saúde das crianças", disse a directora provincial do Minars.

No grupo de crianças encontrava-se um bebé, que neste momento está a ser acompanhado por pediatras para análise do seu estado de saúde.
"Estamos a trabalhar de forma directa com os pediatras para ver que saúde essa criança tem porque uma criança de meses, acusada de feiticeira, não deve ter sido bem tratada", disse.

As crianças, com idades compreendidas entre quatro meses e 15 anos, encontravam-se retidas no interior de duas casas, que serviam de igrejas, na comuna do Ngola Kiluange, município do Sambizanga, em Luanda.
Os líderes religiosos das igrejas ilegais, localizadas no bairro Uige, no município do Sambizanga, que tinham em sua "posse" as crianças, foram detidos na operação de resgate dos menores.

Estas crianças foram levadas para o Lar Kuzola, que acolhe crianças em dificuldades em Luanda, e quatro foram encaminhadas para hospitais devido ao seu estado grave de saúde, resultante dos maus-tratos a que foram submetidas para serem "libertadas" dos "maus espíritos".

O problema das crianças acusadas de feitiçaria ou serem feiticeiros assume em Angola proporções que as autoridades e o Instituto Nacional da Criança (INAC) admitem como grave.

O fenómeno, segundo vários estudos publicados na área da sociologia, tem origem em questões ancestrais, sendo a sua prática oriunda da tradição Bantu, que integra a quase totalidade do território angolano, onde um dos aspectos mais importantes é a crença de que as crianças encarnam os maus espíritos e são responsáveis pela "má sorte" das famílias.

As áreas geográficas onde as acusações de feitiçaria a crianças são mais significativas situam-se a norte do país, junto às fronteiras com a República Democrática do Congo e Congo-Brazzaville (países onde o problema é igualmente grave) nomeadamente o Uige, Zaire, as Lundas, Norte e Sul, e Cabinda.

NME.
Lusa/Fim
  #15  
Antigo 29-10-2008, 11:22
PedroSilva PedroSilva está offline
Membro Registado
 
Registrado em: Jun 2008
Posts: 356
Padrão

Curioso, concordo com muito do que diz, nomeadamente quando fala da forma talvez precepitada, talvez tendenciosa (mas não intolerante, na minha perspectiva) como se discutiram e misturaram assuntos que estão em planos distintos, logo no início deste tópico. Ainda que possa existir alguma ligação entre eles, para a estabelecer há que explicar bem e clarificar bem, em vez de sugerir ou dar a entender que está tudo mais ou menos no mesmo plano (como parece às vezes poder depreender-se).

Percebo o que quer dizer sobre a discussão da teologia católica feita por não crentes, mas não concordo. O que acontece às vezes é quase uma tentativa de não católicos, ou católicos sem responsabilidade directa, opinarem de tal maneira que parece quelhes cabe a eles definir a organização e a doutrina da ICAR. Não sei se é a esses 'treinadores de bancada' que se refere, mas eu, que não sou católico, acho que às vezes é exagerado o tom com que alguns querem interferir em assuntos que, à partida, são da responsabilidade de outros.
Não quer dizer que não possam opinar. Simplesmente se estranha a arrogância e o tom. Devia ser assim: eu acho x, y, z, a igreja (a hierarquia, entenda-se) pensa n, t, w, paciência, ficamos assim. Cada um expressa o que quer, e quem ouve que decida.
O problema está no tom 'self righteous', muito disposto a proferir sentenças e pouco disposto a ouvir os outros (no fundo, com pouca paciÊncia para o diálogo, que, precisamente, consiste em ouvir e ser ouvido). Mas diga-se que a própria igreja às vezes é (ou era) assim.

Eu tento não ter este tom, mas discuto tudo!
Até física nuclear, e só tive física até ao 9º ano. Claro que espero que se a Fátima Campos Ferreira, por exemplo, fizer um debate sobre física nuclear, alguém como eu não seja um dos convidados.
Mesmo num forum, em que não é preciso ser especialista ou ser 'dos de dentro' para discutir, tento não ir muito além do razoável, e não mandar muitas 'bocas', sem saber bem o que faço. Mas também ninguém proíbe!

É importante que todos possam falar de tudo (dentro dos limites da lei). Se o que é dito é ou não relevante, ou é ou não credível, é o mérito da mensagem, e não do mensageiro, que deve contar (embora um e outro acabem por estar relacionados).
Não aceito que se diga: não tens direito a falar disso, porque não percebes nada. Deixa isso para o sr. doutor, ou deixa isso para o sr. bispo, ou para o sr. deputado, ainda que o conhecimento e a responsabilidade sobre o assunto possam ser mais deles do que meus. Precisamenete, se eles sabem mais, porque é que hão-de recear que eu fale? Percebe?

Os comunistas podiam argumentar que os católicos não percebiam, não estavam por dentro, do que era o comunismo, e portanto deviam calar-se. Mas a igreja não se calou, e bem.

Desde S. Paulo, pelo menos, que a igreja não faz outra coisa que pretender que não católicos discutam a sua teologia, e não se inibem de comparar e de falar das outras teologias (tantos que no início falavam da teologia (se é que a palara se aplica, mas a ideia é essa) 'do judeu e do pagão').

Quando se diz: "não se discute aquilo em que o outro (ou eu) acredita", não é a doutrina, a 'teologia' que não se discute. É a convicção íntima da pessoa que não se deve pôr em causa.
Não se deve questionar a fé dos outros, mas: fé no sentido da crença individual, da relação daquela pessoa com Deus. Não 'fé' no sentido de corpo de ideias, de doutrina, de 'teologia' (a fé cristã, a fé muçulmana, etc.).
  #16  
Antigo 13-11-2008, 23:53
Avatar de Orlando
Orlando Orlando está offline
Membro Registado
 
Registrado em: Jul 2007
Localização: Minho
Posts: 2,405
Padrão

O que é que uma seita ilegal tem haver com Igreja Catolica???

É como comparar a Alqueda com o Islão
__________________
"Deus não impõe, propõe"
  #17  
Antigo 14-11-2008, 12:15
Avatar de Tayeb
Tayeb Tayeb está offline
Administrador
 
Registrado em: Jul 2002
Posts: 4,413
Padrão

Tem a haver no contexto histórico. A ICAR usou a Bíblia e crenças supersticiosas no passado para cometer das piores barbaridades contra os supostos "bruxos" e "bruxas". Sobre o que fez mais no recente passado, contra supostos "descrentes", apoiando a repressão do Franco, vão ser abertas valas comuns na Espanha, graças ao juiz Garzón. Também está enraizado na crença cristã no geral, carólicos e protestantes, que as crianças não são inocentes e que trazem consigo o pecado original.
__________________
Tayeb
______________
Admin
  #18  
Antigo 14-11-2008, 21:41
Avatar de Orlando
Orlando Orlando está offline
Membro Registado
 
Registrado em: Jul 2007
Localização: Minho
Posts: 2,405
Padrão

Citação:
Postado Originalmente por Tayeb Ver Post
Tem a haver no contexto histórico. A ICAR usou a Bíblia e crenças supersticiosas no passado para cometer das piores barbaridades contra os supostos "bruxos" e "bruxas". Sobre o que fez mais no recente passado, contra supostos "descrentes", apoiando a repressão do Franco, vão ser abertas valas comuns na Espanha, graças ao juiz Garzón. Também está enraizado na crença cristã no geral, carólicos e protestantes, que as crianças não são inocentes e que trazem consigo o pecado original.
Eu viu um documentário sobre esse assunto das bruxas, não tem nada com cristianismo é por e simplesmente uma fobia que nasceu nos países cristãos cá na velha Europa.

Os bruxos eram o que hoje são os especialistas em medicina herbanária, acho que ha um nome mais bonito, naquele tempo descobriram ervas alucinogénicas (que hoje são drogas como os aqueles cogumelos etc) e tinham grandes alucinações e depois contavam que voavam e tal.

O povo ignorante temeu-se e começou a mata-los, na altura quem mandava na lei era a Igreja, daí as costa largas do Cristianismo.

Não se deve culpar uma relegião pelos ignorantes que a praticam e pelos senhores que os querem controlar.
__________________
"Deus não impõe, propõe"
 
Opções do Tópico

Regras para Posts
Não pode publicar novos tópicos
Não pode publicar respostas
Não pode colocar anexos
Não pode editar os seus posts

Código BB está Ligado
Smiles estão Ligado
Código [IMG] está Ligado
Código HTML está Desligado

Ir para...



Powered by vBulletin® Version 3.8.4
Copyright ©2000 - 2018, Jelsoft Enterprises Ltd. :: Translated by vB-Brasil
vBulletin Style by: kreativfantasy.com