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Vizualizar Versão Completa : O Holocausto, Mito ou Facto?


Tayeb
16-12-2005, 21:04
s3 e saudações,

O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad provocou a ira da imprensa internacional, e de quase todos os líderes ocidentes quando descreveu o Holocausto como um mito e sugeriu que Israel fosse movido para Europa, Estados Unidos, Alemanha, Austria, ou qualquer lugar fora do Médio Oriente.

Talvez seja interessante que pode-se questionar a existência de Jesus, ou mesmo insultar a sua abençoada mãe Maria, mas não se pode questionar o Holocausto. Quem se atrever poderá até ser preso.

Bem como tema de discussão aproveito por questionar a Indústria do Holocausto. O tema "A Indústria do Holocasuto" não é minha invenção nem do presidente iraniano, mas sim é afirmada por um judeu Norman G. Finkelstein. O seu livro "Indústria do Holocausto" pode ser adquirido no Brasil, embora creio que aqui em Portugal não. Ora vejamos o que diz o link http://www.brazilianbooks.com/cgi-bin/brazilian.storefront/EN/Product/5984:
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O cientista político Norman Finkelstein analisa sob um novo e polêmico ângulo a história do genocídio dos judeus na Segunda Grande Guerra. Em A INDÚSTRIA DO HOLOCAUSTO, ele questiona os motivos para o interesse da mídia e de instituições governamentais pela questão judaica. E o questionamento não vem de um anti-semita, ou de algum palestino rancoroso. Finkelstein é judeu, com pais sobreviventes de Auschwitz, o mais famoso campo de extermínio nazista. "Quando eu era pequeno", explica o autor, "o Holocausto não era tema de conversa entre os adultos. Somente após a Guerra dos Seis Dias - marcada pela vitória rápida de Israel, que ocupou o Sinai, Jerusalém, a Cisjordânia e as colinas de Golan -, quando os Estados Unidos perceberam ser Israel o parceiro perfeito no Oriente Médio, é que o assunto passou a ser obrigatório."

O autor não teme a controvérsia que seu livro possa suscitar. "Não sou contra os judeus, mas sim contra a chantagem feita em nome de milhões de pessoas e seu martírio". Para Finkelstein, as atrocidades nazistas foram transformadas num mito que serve aos interesses da elite judaica. O Holocausto é uma indústria que exibe como vítimas o grupo étnico mais bem-sucedido dos Estados Unidos apenas para conseguir mais verbas e, ao mesmo tempo, articular uma campanha de auto-promoção através da vitimização. A reboque, essa indústria apresenta como indefeso um país como Israel, uma das mais formidáveis potências militares do mundo.

Outro ponto abordado por Finkelstein em A INDÚSTRIA DO HOLOCAUSTO é o pagamento de indenizações aos sobreviventes do genocídio. Para o autor, esse dinheiro não chega a seu destino. Pior: o número de sobreviventes dos campos de concentração é exagerado para chantagear bancos suíços, indústrias alemãs e países da antiga Cortina de Ferro em busca de mais verbas. O efeito colateral é cumulativo e perigoso: a luta feroz por indenizações tem feito o anti-semitismo voltar a aflorar na Europa. Finkelstein vai mais longe. Considera israelenses e judeus americanos como as grandes forças de opressão da atualidade, perseguindo palestinos e negros americanos.

Afirmações como estas deflagraram uma grande polêmica nos últimos meses de 2000 na Europa e nos Estados Unidos, provocando reações indignadas de historiadores e lideranças judaicas. Alheio ao tumulto, Finkelstein repudia a vitimização dos judeus e vê a Indústria do Holocausto como algo tão vergonhoso quanto o próprio Holocausto.

Norman G. Finkelstein nasceu no Brooklin, NovaYork, em 1953. Autor da tese de doutorado The Theory of Zionism, defendida no Departamento de Política da Universidade de Princeton, atualmente é professor da Universidade de Nova York, onde leciona Teoria Política. Colaborador do London Review Books, entre suas obras estão: Image and Reality of the Israel-Palestine Conflict, The Rise and Fall of Palestine e A Nation on Trial: The Goldhagen Thesis and Historical Truth, indicado como livro do ano pelo New York Times Book Review.

"O mais polêmico livro do ano." - The Guardian

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Ainda existe mais polémica sobre o Holocausto que não se pode debater. Vamos ver o que este tópico dá.

Ma'a-salaama,

RC
17-12-2005, 09:58
s3


É vergonhosa a industria da vitimização criada, assim como é vergonhoso o revisionismo histórico.
Ao ter falado de mito, o presidente do Irão, caiu na armadilha...


Na europa, existiram as cruzadas e a inquisição.

As cruzadas, ainda hoje são usadas por alguns, como forma a justificar a miséria de alguns países.

A colonização, é outro factor usado para os que apreciam a vitimização.

Penso que os judeus, são apenas mais eficientes...


Mas voltando ao tema, o presidente do Irão comete um lapso, diria mesmo, um grave erro, ao classificar de mito o holocausto, porque deu força aos criticos de seu discurso, apagando o essencial de sua intervenção, que seria o dever dos países que cometeram a infâmia cederem parte de suas terras para compensar o genocidio, e não roubar terra alheia...


Porque o discurso de Mahmoud Ahmadinejad tem o teor revisionista, merece a reprovação, sem mais demora sobre o assunto.

Tayeb
17-12-2005, 21:53
w3 irmão Ricardo,

Eu como o irmão Rircardo, acreditei que talvez o presidente iraniano tivesse dito que o Holocausto era um mito. Fui procurar as palavras que ele proferiu, que pudessem causar tanta reacção incluindo a Tony Blair, um dos protganistas da guerra contra o Iraque. Bem vejamos o que ele de facto disse:

30/10/2005 - Conferência em Teerão entitulada "O Mundo sem Sionismo":

"O estabelecimento do regime Sionista foi uma acção pelo opressor mundial contra o mundo Islâmico."

"As confrontaçoes na terra ocupada são parte de uma guerra de destino. O resultado de centenas de anos de guerra será deinido na terra Palestina."

"Como o Imame (falecido Ayatullah Khomeini) disse, Israel será varrido do mapa".


14/12/2005 na cidade de Zahedan a falar com uma multidão de iranianos:

"Hoje, eles criaram um mito em nome do Holocausto e consideram-no acima de Deus, religião e os profetas."

"Se eles (os europeus) cometeram este grande crime, porque deverá o povo oprimido Palestiniano pagar o preço?"

"Esta é a nossa proposta: se cometeram o crime, então dêwm-lhes parte da vossa própria terra na Europa, Estados Unidos, Canadá ou Alasca para que os Judeus possam estabelecer o seu próprio país."

Ma'a-salaama,

KarlsEduardo
17-12-2005, 22:12
Em Nome de Deus, O Clemente, O Misericordioso
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Ola queridos e amados amigos e irmãos.

O nosso grande irmão atual presidente do iran que se chama Ahmadinejad é um grande lider islamico e mostra que como islamico não esta preso a crenças religiosas, politicas ou militares que não sejam islamicas, porque a de convir um muçulmano não pode rezar do lado ou de frente a uma estatua do buda.

O que o nosso irmão Ahmadinejad quis dizer é que o holocausto é um mito politico, assim como podemos dizer que o hércules é um mito religioso ou o cavalo de tróia é um mito histórico.

O holocausto confome colocou o presidente do iran, é só mais um massacre dentre os quais ja ocorreram e pelo visto vão ocorrer tantos outros, olha em 1921 quando a italia facista de mussoline invandiu a libia, um país arabe islamico, morreram la quase milhões de arabe muçulmanos e essa invasão influenciou hitler para criar o partido nazista que é copia do facismo de mussonline e ninguem nunca falou dos muçulmanos mortos na libia !

Na propia segunda guerra mundial, na invasão da alemanha nazista a união sovietica, por volta de 18 milhões de russos foram mortos ! quase 3 x o numero de judeus.

Sem falar em tantos outros massacres: as cruzadas, inquisições, as perseguições de roma aos cristãos, o drama do afegansitão que é invadido a seculos por varias potencias , as colonizações européias, o os massacres do imperio japones, a bomba atomica. violencia do narcotrafico e tantos outros massacres que ja aconteceram. lembre-se só na decada de 90 quase 2 milhões de iraquianos foram mortos por embargos economicos provenientes da ONU, embargos esses que visavam enfraquecer o iraque para uma futura invasão que aconteceu em 2003.

Ai vem a pergunta : porque só falar do holocausto ? porque só ensinar o holocausto na escola ? eu tenho a resposta : porque o "ocidente" precisa do pretroleo do oriente-medio e pra isso ele criou israel em 1948, para criar um estado "pro-ocidente" no meio do oriente medio para levar o caos ao local e foi o que ocorreu, pq até a metade do seculo passado a europa era o local mais violento do planeta e de la nasceram as guerras mundiais , mais depois que israel foi criado qual foi o local mais violento do planeta ? , sim o oriente-medio.

Conclusão: O holocausto , como um todo ocorreu como massacre e humilhação de um povo, assim como outros povos sofreram , como no brasil tem quase 40 milhões de miseráveis !

O HOLOCAUSTO É UM MITO !

E congratulações pessoais a esse mais novo lider islamico mundial , o presidente do iran e a revolução islamica chegará a todos os países do mundo.

RC
17-12-2005, 22:19
s3


"Hoje, eles criaram um mito em nome do Holocausto e consideram-no acima de Deus, religião e os profetas."



Existe dois discursos, em dois dias diferentes.

existem diversas versões...

Essa frase, traduzida dessa forma parece com o que li na Al-jazeera.


Até colocaria aqui o link, onde digo isso mesmo, que o discurso, focava que se criaram Israel para compensar dos crimes cometidos contra judeus, que ao menos tivessem criado o estado na europa ( isto foi o que pensei ter entendido do discurso).
Depois, quando assisti a noticia na tv, a versão já era bem diferente...

Não coloco o link, porque o debate virou uma berraria, da qual me recusei participar...



Resta o varrer do mapa que pessoalmente deploro, considero um erro a criação de Israel, mas o varrer do mapa, seria um erro ainda maior. Bom seria um só estado, onde os Palestinianos pudessem também exercer seus direitos civicos.

Tayeb
18-12-2005, 15:05
s3:

Concordo consigo irmão Ricardo que a solução seria um só estado e o desaperecimento de uma entidade racista e colonialista chamada Israel. Israel é uma aberração que até alguns judeus denunciam.

Um estado unitário em que judeus e árabes pudessem viver em paz e harmonia sería uma solução, em vez de solução de bantustões que Sharon e os partidos israelitas desejam.

Aliás Israel é em muitos sentidos semelhante à Africa do Sul do tempo de apartheid. Israel e o regime racista da África do Sul eram grandes amigos. A bomba atómica israelita foi experimentada naquele país africano, algo que demonstra a relação que existia.

Ma'a-salaama,

Hamid
20-12-2005, 15:25
O artigo da Wikipedia sobre o Holocausto é importante e esclarecedor, e pode ser lido aqui:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Holocausto

Não me agrada que muitos muçulmanos, por ignorância e ódio aos israelitas, alinhem com as idiotas teses negacionistas dos neonazis. E que livros como o "Mein Kampf" (!) de Hitler ou os "Protocolos dos Sábios de Sião" sejam vendidos no Médio Oriente. Não é por não se concordar com o Sionismo ou as políticas israelitas (ou apenas ódio anti-judeu) que se deve brincar com algo de tamanha monstruosidade.

Tayeb
20-12-2005, 16:47
s3:

Lembro-me como jovem quando a África do Sul explodiu uma bomba atómica. Sabia-se que era fruto de colboração entre os sionistas e os racistas sul-africanos. Dizem alguns judeus que os sionistas colboraram com os nazis. Se quiser saber de alguém veja com quem ele anda.

Visitei Auschwitz e posso dizer que é utilizado só para se falar dos judeus que lá morreram. Entre os mortos houve cristãos, comunistas e outros. Ninguém fala deles. Os eslavos mortos durante a 2ª guerra mundial ultrapassam em grande número os judeus.

Não sei porque náo devemos ler o que os revisionistas da história nos dizem. Uma coisa é certa e posso dizer pelo que ví em Auschwitz. Os alemães por mais eficientes que fossem não conseguiriram lá matar o número dos judeus que dizem que foram mortos. Porque não era só matar mas livrar-se dos corpos. Os sérivos que o digam da guerra dos Balcãs.

Ma'a-salaama,

RC
21-12-2005, 20:26
Sobre a questão do números de judeus mortos, não é o ponto central da questão, o que ocorreu foi um regime colocar em marcha e de forma deliberada, cometer um genocidio contra os judeus...ciganos...deficientes, homossexuais e todos os opositores.

Os judeus, foram o alvo principal....

Sobre a eficiência em Auschwitz, basta lembrar os fornos crematórios.
Mesmo assim, os fornos mostraram dificuldade para eliminar os vestigios do crime nazi...encontraram milhares em valas comuns...quando o exercito vermelho chegou ao campo, ainda haviam milhares de corpos por eliminar...

Nazis, escartejavam pessoas em vida, para investigação...

Vi num museu, cabeças de suas vitimas, que eram usadas como pisa papeis...

Vi tapeçaria feito de cabelos de suas vitimas....

Lembrar ainda, que nesse campo morreu pelo menos um milhão de pessoas, constituindo apenas uma parte de um todo.

http://www.geopolitica.pop.com.br/historia_arquivos/nazismo_arquivos/o%20holocausto.html

Tayeb
22-12-2005, 11:19
s3 Ricardo,

Não concordo que só os judeus foram alvo. É uma mentira histórica. A crença de superioridade rácica dos alemães em relação a outros povos não fazia só dos judeus um alvo.

Além do mais é cada vez mais evidente a colaboração entre os nazis e os sionista. Naturei Karta diz os judeus com maiores posses financeiras foram salvos pelos sionistas. Havia uma selecção entre os judeus.

Creio que é importante que se digam as verdades históricas e não se deturpem. Os judeus foram alvo de um holocausto. Mas o número que se diz de 6 milhões cada vez mais se prova ser falso. Não é fácil fazer desaperecer um milhão de corpos quanto mais seis. Em Auscwitz era imprático matarem-se o número dos judeus que dizem ter morrido lá.

E o que os judeus aprenderam com humilhação, campos de concentração, julgamentos extra-judiciais, barreiras, guetos? Aparentemente nada; os sinoistas, a força predominante entre os judeus não aprenderam nada. Veja como tratam os palestinianos.

Ma'a-salaama,

RC
22-12-2005, 12:48
s3 Ricardo,

Não concordo que só os judeus foram alvo. É uma mentira histórica. A crença de superioridade rácica dos alemães em relação a outros povos não fazia só dos judeus um alvo.

Além do mais é cada vez mais evidente a colaboração entre os nazis e os sionista. Naturei Karta diz os judeus com maiores posses financeiras foram salvos pelos sionistas. Havia uma selecção entre os judeus.

Creio que é importante que se digam as verdades históricas e não se deturpem. Os judeus foram alvo de um holocausto. Mas o número que se diz de 6 milhões cada vez mais se prova ser falso. Não é fácil fazer desaperecer um milhão de corpos quanto mais seis. Em Auscwitz era imprático matarem-se o número dos judeus que dizem ter morrido lá.

E o que os judeus aprenderam com humilhação, campos de concentração, julgamentos extra-judiciais, barreiras, guetos? Aparentemente nada; os sinoistas, a força predominante entre os judeus não aprenderam nada. Veja como tratam os palestinianos.

Ma'a-salaama,


w3


Teria motivo para discordar, caso eu tivesse dito, só judeus foram o alvo.
Falei de pessoas com deficiência, homossexuais, ciganos e todos os inimigos do regime nazi.
Efectivamente os judeus constituiram o principal alvo...

Seis milhões, foi o número de mortos em todos os campos nazis e não num só. Só negacionistas dizem que o número é falso. O que está em causa é um genocidio e não números ( para mim).


Tayeb, o negacionismo é hoje usado por sionistas, para negar a existência de um povo Palestiniano.


Volto a usar o cliché habitual, os crimes de uns não podem justicar crimes de outros.

Muito do que faz hoje Israel, é ilegal, diria mesmo criminoso á luz do direito internacinal, no entanto isso em nada deve ser ligado ao holocausto.


de resto vou-lhe dar um link em mp...

Abdul-Rafi
04-02-2006, 18:41
Em nome de Allah,o Clemente,o Misericordioso

Não se deixem influenciar pelas mentiras sionistas,porque através delas os judeus estão lotando seus cofres.

Algum de vocês sabia que o governo Alemão indeniza os judeus até hoje por este suposto holocausto???
Este "holocausto" é um manacial de dinheiro,provavelmente por este motivo não existe judeu pobre(embora pareçam e se vistam mal).

E agora como se não bastasse,os poloneses e armênios(países com grande concentração de judeus ashkenazim)querem ser reconhecidos como "vítimas" de um massacre atribuído ao império turco-otomano(obviamente para receber mais indenizações,que serão encaminhadas aos cofres do "povo eleito" ).

Louvado seja Allah que me proporcionou esta oportunidade, que suas bençãos e sua paz estejam com seu Mensageiro Mohammad,sua família e seus companheiros.