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Vizualizar Versão Completa : Nem jornalistas escapam


RC
08-04-2003, 16:59
IRAQUE
SAHAF
EUA praticam «actos histéricos» contra a imprensa
O ataque desta manhã ao Hotel Palestina, onde está a maioria dos jornalistas estrangeiros em Bagdad, foi um «acto histérico» das forças norte-americanas, disse o ministro da Informação iraquiano, que prometeu que o Iraque «jamais se renderá».


Para Mohammed Said Al Sahaf (na foto) os ataque dos «porcos» norte-americanos ao Hotel Palestina, a bairros civis e aos escritórios da Al Jazeera em Bagdad são «actos histéricos e votados ao insucesso».

O responsável, que visitou o Hotel Palestina depois do ataque que matou dois jornalistas e feriu outros três garantiu que «os iraquianos não têm medo e derrotarão os invasores».

De acordo com o ministro, os ataques desta manhã dos norte-americanos visavam o Ministério da Informação, a rádio-televisão iraquiana e o Ministério do Planeamento.

«Estes bombardeamentos são tentativas condenadas ao fracasso e nós vamos destruí-los. Destruímos muitos tanques americanos na base aérea de Rachid (sudeste)», garantiu.

«Eles (os americanos) vão render-se, senão serão queimados dentro dos seus tanques», prometeu Sahaf.


EUA
VINCENT BROOKS
«Não visamos atingir jornalistas»
As forças norte-americanas «não visam atingir jornalistas», disse o porta-voz do comando da coligação anglo-americana no Qatar, acusando os militares iraquianos de usarem certos locais, pondo em risco civis.

«Nós não visamos atingir jornalistas» no Iraque, disse, quatro vezes na mesma conferência de imprensa no Qatar, o porta-voz da coligação, confrontado pelos jornalistas sobre o disparo de um tanque norte-americano sobre o Hotel Palestina que matou dois repórteres de imagem e feriu outros três jornalistas esta manhã em Bagdad.

«Todas as perdas civis são lamentáveis e indesejáveis. Mas nós estamos a desenvolver operações de combate numa zona urbana que o regime (iraquiano) decidiu defender deliberadamente», afirmou Vincent Brooks(na foto), aludindo à área do Hotel Palestina, onde está alojada a maior parte dos jornalistas em Bagdad.

O responsável explicou que «as informações iniciais indicam que as forças da coligação que operavam perto do Hotel dispararam em resposta a tiros vindos do edifício», mas reconheceu, no entanto, poder ter «havido confusão».

O ataque ao Hotel provocou a morte a um operador de imagem ucraniano da Reuters e a outro espanhol da Telecinco, que não resistiram aos ferimentos. Outros dois jornalistas da Reuters e um técnico de televisão por satélite britânico ficaram feridos.

O jornalista da Reuters, Taras Protsyuk, tinha 35 anos. Ucraniano, trabalhava para a agência desde 1993 e tinha realizado trabalhos na Bósnia, Tchetchénia, Afeganistão e Kosovo.

O operador de imagem da Telecinco, José Couso, tinha 37 anos e trabalhava na estação espanhola desde o início.

Um jornalista da Al Jazeera também morreu esta manhã num outro ataque norte-americano ao centro de Bagdad.

Desde o início da guerra, a 20 de Março passado, morreram 11 jornalistas.


Uma noticia com a visão dos dois lados
fonte TSF/LUSA

Já sei uns dirão acidentes acontecem mas isto é mais um motivo contra a guerra, só um dos lados é culpado por ela (EUA)
seriam os unicos a poder evita-la mas não a fizeram, dizem também que o Iraque teria armas até ver nada.
Doze anos foi suficiente, eu digo se esperaram doze deviam esperar o tempo necessario para impedir esta tragédia humana(mortos iraquianos, americanos, sirios, ingleses..a lista já é longa).
O verdadeiro motivo para a guerra ainda está realmente por revelar.


Saudações
Ricardo Correia

Anonymous
08-04-2003, 19:03
Sim, é verdade, este tipo de acidentes acontecem, é uma guerra afinal. Já agora, alguém viu o Carlos Fino. Tenho a impressão de que não serve como correspondente de guerra. Quando o pivô perguntou sobre se haveria snipers no edificio, o homem respondeu 'sim há snipers de informação' quando um simples 'sim', 'não', ou u 'sei lá' teriam bastado, e informado melhor o publico do que a ejaculação emocionada do sr. Fino. Sim, eu sei que ele esteve no hotel, mas um profissional deveria ficar de cabeça fria (veja só o caso de Simpson na BBC; depois do 'fogo amigo' ele analisou analíticamente o que acontecera sem entrar em histerismos).