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Vizualizar Versão Completa : CONTRIBUIÇÕES ISLÂMICAS PARA A CIVILIZAÇÃO


omarkhatib
23-04-2004, 15:59
A primavera e o verão do Império Muçulmano durou 500 anos, de aproximadamente 700 a 1200 d.C.

No início desse tempo, a religião do Islam projetou-se para fora do deserto e, em apenas uma geração, criou um império que se estendia da França até a Índia.

O mundo do Islam era um formidável centro cultural e científico enquanto que a Europa continuava afundada no barbarismo e na ignorância.

A mais velha universidade ainda em uso é a Universidade de Fés, no Marrocos.

Na Idade Média foi o centro das pesquisas científicas.

Os árabes introduziram o papel na Europa e inventaram o arco ogival, sem o qual os europeus não poderiam ter construído suas catedrais góticas.

Eles enviaram o damasco, arroz e açúcar para a Europa.

?O Cânon da Medicina?, de Ibn Sina (Avicena) e ?Sobre Varíola e Sarampo?, de Al Razi, foram os livros padrões da profissão médica por 800 anos aproximadamente.

Ibn al Baytar escreveu um livro sobre medicina, ?Simplices?, que continuou sendo impresso na Europa, aproximadamente, mil anos depois.

No século IX, Ibn Firnas, o verdadeiro pai da aviação, construiu um aparelho e nele voou.

Por volta do ano 1000 d.C., Al Biruni mediu o perímetro da Terra dentro da precisão de centímetros da mais exata medição moderna, e estabeleceu a rotação da Terra ao redor de seu eixo.

Os numerais arábicos (1, 2, 3, ...) substituíram os algarismo romanos (I, II, III, ...) de dificílimo manuseio para o cálculo.

Os árabes introduziram na Europa a idéia hindu do zero ou a idéia de se arranjarem os números nos sistema decimal.

Várias cidades se expandiram sob a influência do Islam.

Enquadravam-se no modelo da cidade quanto ao planejamento, serviços públicos, saneamento e integração.

Suas universidades, escolas, bibliotecas e seus banhos públicos, suas áreas de lazer e seus jardins, o sistema de água corrente e de drenagem, eram talvez, superiores aos de muitas cidades modernas.

Em Córdoba, na Espanha, um dos extraordinários centros islâmicos, havia um completo sistema de iluminação noturna.

Tudo isso ocorria nos séculos X e XI, quando as cidades européias, herdeiras da antiguidade clássica, podiam dificilmente gabar-se de uma rua pavimentada ou de uma iluminação noturna pública além da luz da lua.

As contribuições islâmicas para a civilização são evidentes em vários campos da atividade humana: em zoologia, astronomia, agricultura, química, meteorologia, matemática, farmacologia, arquitetura, comércio, estratégia de guerra, e, em literatura.

No século XI, a espiritualidade islâmica começou a tomar diferentes rumos.

Estimulados por um superentusiástico amor a Deus, os convertidos do Cristianismo Gnóstico e do Judaísmo, do Misticismo Hindu e Budismo, começaram a interpretar o Islam em termos místicos, mudando sua essência do virtual, onde a vontade divina é para ser concretizada, passando para o espiritual.

A análise psíquica e introspectiva tomou o lugar do estudo legal e jurídico.

A alquimia, a astrologia e a numerologia substituíram gradativamente a química, a astronomia e a matemática.

Mesmo a saúde social da família muçulmana cedeu lugar para o retiro, o retiro resignativo da irmandade mística.

O engajamento nos assuntos da sociedade e do Estado, tão expressivo da consciência islâmica quanto à sua legatariedade, foi paulatinamente abandonado pela bênção contemplativa e pelas experiências místicas.

Os muçulmanos se tornaram conservativos por temerem a extinção de sua fé.

Eles se retiraram da ?História?, do ?Agora?, e se tornaram preocupados com a eternidade e o misticismo.

Através dos anos, os califas, que foram eleitos para liderarem a comunidade dos crentes, começaram a perder o seu prestígio e a sua autoridade.

Tornaram-se marionetes de poderosos generais que altercavam entre si e espalhavam dissensões, através do Império.

Como resultado disso, o Estado foi deixado para quem o pudesse possuir e conservar.

Assim, o Império Islâmico enfraqueceu e se dividiu internamente, e tornou-se uma presa fácil para um ataque do exterior.

Tal ataque se deu no século XIII com a invasão dos mongóis (tártaros) liderados por Ginghis Khan.

Nas garras ávidas deste, o Mundo Muçulmano caiu como uma ameixa madura.

Uma após outra, as suas cidades-jóias foram incendiadas e a sua população assassinada ou reduzida à escravidão.

Os mongóis conquistaram grandes áreas da China, Índia, Rússia e do Sudoeste da Ásia.

Finalmente, o seu avanço foi detido em Ain Jalut, na Palestina. Um milagre, porém, aconteceu.

Em uma ou duas gerações, as hordas mongólicas se converteram ao Islam, a religião e a cultura dos povos que eles haviam conquistado.

Os conquistadores estabeleceram-se em massa na Ásia Menor, e, uma geração depois, estavam prontos para marchar novamente, desta vez sob a bandeira do Islam.

Ainda vibrantes com o espírito marcial com que vieram da Ásia Central, os mongóis convertidos, então organizados sob a liderança da Casa de Otman (daí o nome de Otomanos), saíram em direção à Europa.

Os impérios bizantino e russo esfacelaram-se ao seu avanço. Viena foi fustigada por eles até ao último quarto do século dezoito.

Os mares Negro e Cáspio se tornaram lagoas muçulmanas.

Entre Viena e Constantinopla (atual Istambul), eles implantaram muitas comunidades muçulmanas e erigiram um novo estilo de arquitetura islâmica ns fundações dos bizantinos.

Foi somente no século dezoito que o Império Otomano começou a decair internamente, por razões idênticas que causaram a queda do antigo Império Muçulmano.

Foi também no século dezoito que as idéias dos movimentos de reforma renasceram, de novo, misteriosamente, no próprio coração da Arábia, até então intocada, quer pela decadência otomana, quer pela ascendência ocidental.

Simultaneamente, ou logo depois, movimentos similares atingiram todo o Mundo Muçulmano, como a Irmandade Muçulmana no Mundo Árabe, Jamá?at-i-islami, no subcontinente indiano, e a Mohammadia, na bacia malaia, incendiando a imaginação e agitando a vontade das massas muçulmanas.

Praticamente, todos os movimentos de reforma no Mundo Muçulmano tiveram que travar guerra simultaneamente em duas frentes: A frente interna, onde tinham de lutar contra a letargia, os interesses adquiridos e contra a ignorância encoberta pelos sedimentos dos séculos; e uma frente externa, imposta pelo colonialismo europeu.

Os séculos dezoito e dezenove testemunharam uma impiedosa fragmentação do Mundo Muçulmano, efetuada pelos poderes europeus e pela sua sujeição ao jugo colonialista, um processo que continuou através da primeira metade do século vinte.

Os poderes coloniais estavam interessados em conservar o Mundo Islâmico dividido, enfraquecido, e subdesenvolvido, para poderem explorar o seus recursos humanos e naturais, e conservá-lo como mercado para os seus produtos manufaturados.

Hoje, o colonialismo está no fim, mas não são poucos os seus vestígios (Israel é um deles).

Apesar da sua penetrante influência, os povos islâmicos estão correndo contra o relógio para alcançarem o resto do mundo.

Eles conseguiram grandes progressos, num curto período desde a sua independência política, depois da Segunda Guerra Mundial.

Mas os seus problemas são de Educação, de Conscientização de seus cidadãos da sua identidade, da sua herança cultural e civilização, e de desenvolverem sua vontade de tomar as rédeas de seu destino em suas próprias mãos.

Seus registros, durante as três últimas décadas, são vistos em muitos lugares.

Alguns têm flertado com ideologias ocidentais como o nacionalismo, a democracia e o socialismo, com pouco ou nenhum sucesso.

O Islam está pronto para, novamente, os mudar, se eles abrirem suas mentes para a sabedoria dele, seus corações para os apelos dele, e seus braços para o acelerador de poder dele.

OBS. O texto foi escrito no idioma português falado no Brasil, por isso, gostaria que me perdoassem alguma falha. Se alguém puder trancrevê-lo usando a linguagem de Portugal para um melhor entendimento, eu ficaria muito grato.

Salam Aleikoum

Sadika
23-04-2004, 21:09
Salaams irmão omarkhatib:

O artigo é difícil de ler sem pontos parágrafos etc. Talvez devesse editar para garantir a sua formatação correcta ou pedir ajuda aos moderadores.

Sadika