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Vizualizar Versão Completa : relatos de conversões... dificuldades


RC
20-04-2004, 20:05
Assalam Aleikum


como ninguém abre um tópico, abro eu.

Minha história vai ser bem curtinha, para não aborrecer 8)

Converti-me ao islamismo á pouco mais de 1 mês, o quase contacto único fisico com muçulmanos em Portugal aconteceu nesse dia...não mais voltei á mesquita...

Torna-se dificil pertencer a uma comunidade sem comunidade, passe a redundância. Na mesquita pude constatar que outros portugueses (óbvio que falo de não muçulmanos) seguiram o mesmo caminho da conversão.
Na conversão todos me deram um conselho vá devagar...porque senão seria dificil...
Após a conversão senti uma profunda ansiedade, queria efectuar tudo num só dia, saber tudo o que devia para tornar-me num bom muçulmano...com ajuda dos irmãos e irmãs na internet, hoje estou muito mais calmo, e avanço ao meu própio ritmo.

espero brevemente conseguir visitar a mesquita com mais regularidade, para uma melhor compreensão, porque o mundo virtual nunca se poderá equiparar ao real.

Entretanto praticamente todo o contacto com muçulmanos dá-se através da internet, onde apesar das distâncias consegui boas amizades.

acabou por ser um pouco mais longa do que eu pensava :)

salaam,

Ricardo Correia

RC
20-04-2004, 20:24
enquanto esperamos por relatos de conversões e experiência "islamicas" colocarei os links para relatos que gostei de ter lido.

yusuf islam (http://www.myciw.org/modules.php?name=Forums&file=viewtopic&t=146&highlight=)


conversão com humor (http://www.forumnow.com.br/vip/mensagens.asp?forum=32123&grupo=36397&topico=2244199&nrpag=1)


e da irmã Maria Moreira o relato em baixo:

Maria Moreira

Fazer o relato de conversão é uma experiência um tanto difícil porque a considero pessoal e intransferível. Cada pessoa tem seu próprio momento e circunstâncias, mas espero que este relato possa ser útil àqueles que no momento estão pretendo abraçar o Islam.

Ao contrário de muitas pessoas, eu não fiz nenhuma procura religiosa, eu estava muito feliz (ou achava que estava) com o meu agnosticismo. Eu fui batizada na Igreja Católica como a maioria das crianças brasileiras.

Durante a maior parte de minha vida fui atéia convicta mas depois de um tempo achei que da mesma forma que ninguém havia me dado provas suficientes da existência de Deus, por outro lado também não havia meio de confirmar com 100% de certeza a Sua não-existência, então me tornei agnóstica e fiquei "em cima do muro". Esta posição não me incomodava nem um pouco e nunca tive crises existenciais por causa disto e a clássica pergunta "de onde viemos e para onde vamos?" não era motivo de preocupação, já que eu achava que ninguém tinha mesmo uma resposta para ela.

Portanto, devido à minha total, profunda e mais absoluta descrença, Deus em Sua misericórdia decidiu que o Islam teria que bater à minha porta, porque se dependesse de mim eu não moveria uma palha para isto.

Foi um processo relativamente longo e vou tentar resumi-lo. Começou quando encontrei uns muçulmanos que estavam no Brasil a trabalho e embora eles não aparentassem ser religiosos, falavam do Islam.

Apesar de já terem se passado na época 10 anos da Revolução Islâmica no Irã, as imagens das mulheres cobertas de negro e ameaçadas de castigos físicos se não se cobrissem ainda estavam bem vivas na minha memória e era esta a idéia que eu tinha do Islam. O comportamento destes muçulmanos não se encaixava nestes padrões e eu considerei que talvez eles não fôssem pessoas religiosas. "Se fôssem", eu pensei, "com certeza estariam me tratando mal por ser mulher".

Eu sempre argumentava contra as afirmações destes muçulmanos e embora meus argumentos fôssem razoavelmente bem-sucedidos com os meus amigos cristãos, não funcionavam com eles. O problema é que todos os meus argumentos se baseavam na idéia passada pela mídia ou de uma analogia com o Cristianismo e as duas abordagens não funcionam no caso do Islam.

Resolvi então estudar o Islam por dois motivos básicos: "salvar" estes muçulmanos das "limitações" que a crença religiosa supostamente impõe à liberdade de pensamento e não perder mais nas discussões que tínhamos sobre religião, por conta de meu pouco conhecimento do Islam.

Comecei a ler, mas se encontrar bons livros sobre o Islam no Brasil até hoje é difícil, imagine há 10 anos atrás. Comprei alguns livros em "sebos" mas eles na verdade não pretendiam ensinar o Islam e sim atacá-lo. Me recomendaram que eu procurasse uma mesquita, onde eu poderia conseguir livros escritos por muçulmanos gratuitamente. Custei mas acabei achando a Sociedade Beneficente Muçulmana do Rio de Janeiro, que comecei a freqüentar e onde obtive alguns livros.

Neste ínterim, eu resolvi ler um livro chamado "Cosmos" do astrônomo Carl Sagan que havia ganho de presente de minha irmã 5 anos atrás e não tinha tido tempo de ler em profundidade. Em uma determinada passagem do livro, o astrônomo falava do fim inevitável do mundo que conhecemos e fazia algumas especulações, baseadas nas informações científicas disponíveis, de como este fim do mundo se processaria. Em um dos livros que eu havia comprado sobre Islam, haviam algumas partes de suratas do Alcorão e uma delas tratava do mesmo assunto. A semelhança entre as duas descrições, a científica e a religiosa, me pareceram impressionantes. Supondo que tal conhecimento científico não estava disponível na época do profeta , conclui que apenas "Alguém" com conhecimento superior poderia ser o responsável por tais informações e que este "Alguém" só poderia ser Aquele que todos chamavam de Deus.

Esta constatação foi um choque porque significava que eu poderia estar errada em minhas tão profundas e enraizadas convicções de descrença. Passei a crer em Deus mas ainda não pensava em adotar o Islam como religião. Continuei lendo livros e visitando a Sociedade Muçulmana às sextas-feiras sempre que possível.

Passei a trocar idéias sobre Islam com um casal de muçulmanos convertidos (ele americano, ela brasileira) e em um determinado momento, eles me deram de presente uma tradução do Alcorão. O impacto definitivo foi quando encontrei um versículo falando do desenvolvimento embrionário com tamanha precisão, que mais uma vez me deparei com a constatação de que era impossível que um homem que vivia no deserto há mais de 1.400 anos atrás pudesse ter tal conhecimento e fôsse, consequentemente, o "autor" do Alcorão.

Fui aos poucos me convencendo de outros aspectos da religião. Ao mesmo tempo eu achava que devia ser coerente e se havia sido através do Alcorão que eu havia chegado até Deus e se eu acreditava que ali estava a Verdade, eu devia então praticá-la por inteiro.

Foi um período difícil porque eu sabia que esta decisão mudaria a minha vida e eu também me preocupava um pouco com a reação das pessoas. Na realidade nem tanto por elas, era mais uma questão de orgulho. Eu havia passado boa parte de minha vida adulta negando Deus e criticando as pessoas que tinham alguma religião, porque acreditava que este era um sinal de fraqueza e incapacidade de lidar com o desconhecido, que as levava a recorrer a explicações "sobrenaturais" para responder às suas dúvidas existenciais. Além disto eu era uma feminista "ferrenha" e feminismo e Islam sempre pareceram incompatíveis aos olhos ocidentais. Como então eu iria encarar todos os meus amigos e dizer que eu iria abraçar uma religião e justo o Islam? Seria um reconhecimento "público" de que estava errada.

Tentei tomar a decisão mais fácil: esquecer tudo e retomar a minha vida normal. Só que não consegui. Afinal eu estava negando o que, para quem? Eu não podia enganar a mim mesma, seria ridículo e incoerente.

O sofrimento resultante destas constatações e o questionamento sobre que caminho seguir foram o meu "jihad" (esforço no caminho de Deus). Fiz a minha "chahada" (testemunho de fé) e me tornei muçulmana em 14 de dezembro de 1990, Alhamdulillah.


Maria Moreira

fonte: islamismo (http://planeta.terra.com.br/servicos/ecard/islamismo/relato1.htm)

Lay
20-04-2004, 20:45
Assalamu Aleikum,

Irmão Ricardo, vou te passar um endereço que consta relatos de mulheres que se converteram ao Islam.

Aqui: Relatos (http://www.sbmrj.org.br/page8ptrelato.htm)

Espero que lhe agrade.

RC
20-04-2004, 22:13
Assalamu Aleikum,

Irmão Ricardo, vou te passar um endereço que consta relatos de mulheres que se converteram ao Islam.

Aqui: Relatos (http://www.sbmrj.org.br/page8ptrelato.htm)

Espero que lhe agrade.

Wa-alaikum-as-salaam

obrigado irmã por mais esse link

Ricardo Correia

Hanifa
21-04-2004, 14:32
Ricardo,

Coo a tua familia encarou essa questão?
Não sei se ês casado ou não, mas que difierenças isso te trousse no teu dia a dia.
Sentes que agora estás mais em pas contigo e com Deus?



[quote="Ricardo Correia"]Assalam Aleikum


como ninguém abre um tópico, abro eu.

Minha história vai ser bem curtinha, para não aborrecer 8)

Converti-me ao islamismo á pouco mais de 1 mês, o quase contacto único fisico com muçulmanos em Portugal aconteceu nesse dia...não mais voltei á mesquita...

Torna-se dificil pertencer a uma comunidade sem comunidade, passe a redundância. Na mesquita pude constatar que outros portugueses (óbvio que falo de não muçulmanos) seguiram o mesmo caminho da conversão.
Na conversão todos me deram um conselho vá devagar...porque senão seria dificil...
Após a conversão senti uma profunda ansiedade, queria efectuar tudo num só dia, saber tudo o que devia para tornar-me num bom muçulmano...com ajuda dos irmãos e irmãs na internet, hoje estou muito mais calmo, e avanço ao meu própio ritmo.

espero brevemente conseguir visitar a mesquita com mais regularidade, para uma melhor compreensão, porque o mundo virtual nunca se poderá equiparar ao real.

Entretanto praticamente todo o contacto com muçulmanos dá-se através da internet, onde apesar das distâncias consegui boas amizades.

acabou por ser um pouco mais longa do que eu pensava :)

salaam,

Ricardo Correia

RC
21-04-2004, 17:56
Como a tua familia encarou essa questão?
Não sei se ês casado ou não, mas que difierenças isso te trousse no teu dia a dia.
Sentes que agora estás mais em pas contigo e com Deus?



Minha familia primeiro me chamou de louco :) , pensaram depois que se trataria de uma brincadeira... recentemente puderem perceber que é coisa séria, tirando o facto de procurarem minha facas e Ak-47 nos meus armários, nada mudou 8)

Um pouco a sério, a minha familia mais proxima (pais, irmão, não sou casado) vive em França, e com a distância não conseguem bem aperceber-se...só que eles estiveram cá por estes dias, e perceberam que eu não estava a brincar coisa nenhuma...aceitam mas não querem que eu fale muito do assunto, dizem para que eu nem pense tenta-los converte-los ao islão, a que respondi que na religião não existe compulsão. Partiram hoje de volta a França, dizendo cuidado, com essas coisas (deveriam estar a falar do terrorismo,bombas armas...a preocupação deles é normal em França vários jovens muçulmanos foram para o Afeganistão e chechenia...).

No islão não se bebe alcool, mesmo após a conversão foi um ponto mais dificil do que pensava, contudo também se está resolver, conseguindo surpreender meus amigos com minha nova atitude.
Ainda existe o problema de carne halal...ainda estou a tentar aplicar diversas regras em relação aos alimentos.


O mais dificil de todas as mudanças visiveis são as 5 orações diárias, na nossa sociedade torna-se quase senão mesmo impossivel respeitar os horários...neste capitulo sei que existem regras de excepção em relação aos horários, mas como não sei muito a respeito prefiro não referir nada de momento (se alguém quizer ajudar a esclarecer, sinta-se á vontade :) ).
Ainda tento realizar as orações de uma forma que no minimo poderia-se dizer estranha. Tenho necessidade de contactar com pessoas muçulmanas o que farei na mesquita ainda esta semana, se Deus quizer. Para que a questão das orações fique definitivamente compreendida!!

Sobre se me sinto mais em paz ...
isso é um pouco subjectivo e torna-se dificel passar para palavras, nos primeiros tempos houve momentos que cheguei a duvidar da escolha, pensando ter sido uma atitude um pouco louca... rapidamente no meu interior essa sensação mudou, se isso é estar em paz então eu estou em paz.

Daqui para a frente seja o que Deus quizer...avançarei conforme minhas capacidades, (nomeadamente no assunto das orações) poque Deus não exige a ninguém mais do que ele pode suportar, contudo fique bem patente que fazer as 5 orações é possivel e deve ser cumprido, longe de mim dizer para não se fazer, o problema está mais em questão de horários e saber faze-las correctamente.
Como as mudanças e hábitos mudam devagar tenho quase a impressão de que nada mudou, a não ser a boa sensação que ficou no dia em fui calorosamente recebido na mesquita (sem saberem para o que ia) onde sairia após ter pronunciado as belas palavras:


Ach-hadu-an la ilaha il lal lah
Ach-hadu anna Muhammadar Rassullulah

Testemunho que não há outra divindade além de Deus
Testemuho que Muhammad é o mensageiro de Deus


salaam,
Ricardo Correia

22-04-2004, 03:16
Assalamu Aleikum,
Irmão Ricardo,

Diz que avançará conforme as suas capacidades. É sem dúvida a atitude mais sensata. Insha Allah, com o decorrer do tempo verá como é fácil praticar o Islame, apesar de estar inserido numa sociedade com hábitos diferentes. Em relação à carne, nesta fase, pronuncie o nome de Allah e coma. Aos poucos, tente substituí-la pela adquirida num talho islâmico. Em relação às bebidas alcoólicas e carne de porco, abstenha de imediato. Quanto às orações diárias, peça ajuda na Mesquita de Odivelas, Lisboa ou em Palmela, para a sua aprendizagem que, certamente, será gradual. Tente fazer as que puder, nesta fase inicial, nem que seja dizendo apenas Subhanallah em todas as posições. Acredite que não é difícil cumpri-lás, pois pode optar por gerir o tempo, fazendo-as próximo das horas finais de uma e ínicio de outra. Por exemplo, a oração de Asr poderá ser feita um pouco antes da oração de Magreb e assim por diante. Lembre-se também que, todo o Mundo é uma Mesquita para o muçulmano e que as orações podem ser feitas em qualquer lugar, virado para a direcção de Mecca, excepto nos lugares onde exista excrementos, urina e outras impurezas. Se tiver a ablução, poderá fazê-la, pondo um papel, cartão ou sem nada se o local estiver limpo. Fácil...não acha? Quanto às abluções também é fácil...mas prefiro falar sobre isso numa mensagem privada, pois existem pontos de vista divergentes! Mas acredite que se sair de casa com a ablução feita...é meio caminho andado para não negligenciar as orações. Se tiver dúvidas concretas com a parte prática, poderá contactar-me por mensagem privada, pois terei muito gosto em esclarecê-lo o melhor possível.

RC
22-04-2004, 17:53
Wa-alaikum-as-salaam

Irmão agradeço suas simpáticas palavras e sobretudo seus conselhos.

Enviarei uma msg privada, para mais alguns pormenores sobre a ablução.

Hanifa
23-04-2004, 12:50
Oi,

Gostei muito de ler o teu relato.
Olha eu ainda não me converti e realmente penso que já o devia ter feito, mas outras vezes penso que deve esperar mais um pouco e ponderar mais.
Todavia, há 4 anos que já não como carner de porco e seus drivados, tenho sempre o cuidado de ler a constituição dos produtos quando os compro para ver se não são constituidos por porco ou alcool, fumar nunca o fiz, beber também há 4 anos que não o faço. Tenho também falado mais com Deus, não na forma de rezar como um muçulmano, mas há minha maneira. Tenho lido imenso sobre o Islão. Ainda não acabei de ler o Corão, pois tenho feito a sua leitura de muito devagar de maneira a compreender por mim própria os seus versos.
Os meus pais quando mudei alguns habitos penso que no inicio estranharam mas agora já se habituaram.
Eu acredito que Deus é Unico e que Jesus foi seu profeta e não filho e que Mohammed foi o seu ultimo profeta.
Todavia há certos actos que são práticados por alguns «muçulmanos» que não concordos. Para mim usar da violença deve ser sempre em defensa prórpia. Contudo quando penso naqueles actos de terrorismo, penso que não podem ter sido executados por verdadeiros «servos de Deus - muçulmanos». Por mais sofrimento que um povo sinta, penso que matar inocentes nao resolve os problemas. São talvez estas ideias que me fazem mais hesitar.
Outras questões é como conseguir num mundo como nosso tão diferente levar uma vida muçulmana, ou seja, conseguir comprar carne halle, ir a um restaurante sem medo de nos estarem a dar porco ou alcool na comida, ir a mesquita sem ter que andar quilometros, conseguir encontrar pessoas com quem podemos trocar ideias, com pessoas que pessem como nos,.
Mas lá está! As vezes penso que nada disto é impedimento!
Sabes as vezes tenho a certeza que me vou converte!
Um dos meus sonhos é fazer a Haja (peregrinação).
Bom são pensamentos que as vezes tenho, que nao tenho medo de partilhar, pois nao devem ofender ninguem.
Talvez este Ramadão eu faça o que meu coração manda. «Se Deus Quiser»

Bom Por agora chega de disparates :lol: !!

Espero que tudo corra bem contigo e fico contente que tenhas encontrar uma luz no teu caminho!
Até a próxima, se Deus quiser.

Nidia

Como a tua familia encarou essa questão?
Não sei se ês casado ou não, mas que difierenças isso te trousse no teu dia a dia.
Sentes que agora estás mais em pas contigo e com Deus?



Minha familia primeiro me chamou de louco :) , pensaram depois que se trataria de uma brincadeira... recentemente puderem perceber que é coisa séria, tirando o facto de procurarem minha facas e Ak-47 nos meus armários, nada mudou 8)

Um pouco a sério, a minha familia mais proxima (pais, irmão, não sou casado) vive em França, e com a distância não conseguem bem aperceber-se...só que eles estiveram cá por estes dias, e perceberam que eu não estava a brincar coisa nenhuma...aceitam mas não querem que eu fale muito do assunto, dizem para que eu nem pense tenta-los converte-los ao islão, a que respondi que na religião não existe compulsão. Partiram hoje de volta a França, dizendo cuidado, com essas coisas (deveriam estar a falar do terrorismo,bombas armas...a preocupação deles é normal em França vários jovens muçulmanos foram para o Afeganistão e chechenia...).

No islão não se bebe alcool, mesmo após a conversão foi um ponto mais dificil do que pensava, contudo também se está resolver, conseguindo surpreender meus amigos com minha nova atitude.
Ainda existe o problema de carne halal...ainda estou a tentar aplicar diversas regras em relação aos alimentos.


O mais dificil de todas as mudanças visiveis são as 5 orações diárias, na nossa sociedade torna-se quase senão mesmo impossivel respeitar os horários...neste capitulo sei que existem regras de excepção em relação aos horários, mas como não sei muito a respeito prefiro não referir nada de momento (se alguém quizer ajudar a esclarecer, sinta-se á vontade :) ).
Ainda tento realizar as orações de uma forma que no minimo poderia-se dizer estranha. Tenho necessidade de contactar com pessoas muçulmanas o que farei na mesquita ainda esta semana, se Deus quizer. Para que a questão das orações fique definitivamente compreendida!!

Sobre se me sinto mais em paz ...
isso é um pouco subjectivo e torna-se dificel passar para palavras, nos primeiros tempos houve momentos que cheguei a duvidar da escolha, pensando ter sido uma atitude um pouco louca... rapidamente no meu interior essa sensação mudou, se isso é estar em paz então eu estou em paz.

Daqui para a frente seja o que Deus quizer...avançarei conforme minhas capacidades, (nomeadamente no assunto das orações) poque Deus não exige a ninguém mais do que ele pode suportar, contudo fique bem patente que fazer as 5 orações é possivel e deve ser cumprido, longe de mim dizer para não se fazer, o problema está mais em questão de horários e saber faze-las correctamente.
Como as mudanças e hábitos mudam devagar tenho quase a impressão de que nada mudou, a não ser a boa sensação que ficou no dia em fui calorosamente recebido na mesquita (sem saberem para o que ia) onde sairia após ter pronunciado as belas palavras:


Ach-hadu-an la ilaha il lal lah
Ach-hadu anna Muhammadar Rassullulah

Testemunho que não há outra divindade além de Deus
Testemuho que Muhammad é o mensageiro de Deus


salaam,
Ricardo Correia

RC
23-04-2004, 14:32
Salaam Nidia


Tenho também falado mais com Deus, não na forma de rezar como um muçulmano, mas há minha maneira.

Isso chama-se duá (corrijam-me se estiver errado).
No islamismo existe a oração (salat) que certamente todos já puderam observar. Por outro lado existe a "duá" (prece, rezar), onde o crente conversa com Deus.

Tenho lido imenso sobre o Islão. Ainda não acabei de ler o Corão, pois tenho feito a sua leitura de muito devagar de maneira a compreender por mim própria os seus versos.


Faz bem em ler o alcorão mas é dessaconselhado que o faça sem apoio. Reconheço que na nossa sociedade não é fácil ter o apoio necessário...a internet tem sido uma forma de comotar em parte essa dificuldade.

Os meus pais quando mudei alguns habitos penso que no inicio estranharam mas agora já se habituaram.
Eu acredito que Deus é Unico e que Jesus foi seu profeta e não filho e que Mohammed foi o seu ultimo profeta.
Todavia há certos actos que são práticados por alguns «muçulmanos» que não concordos. Para mim usar da violença deve ser sempre em defensa prórpia. Contudo quando penso naqueles actos de terrorismo, penso que não podem ter sido executados por verdadeiros «servos de Deus - muçulmanos». Por mais sofrimento que um povo sinta, penso que matar inocentes nao resolve os problemas. São talvez estas ideias que me fazem mais hesitar.
Outras questões é como conseguir num mundo como nosso tão diferente levar uma vida muçulmana, ou seja, conseguir comprar carne halle, ir a um restaurante sem medo de nos estarem a dar porco ou alcool na comida, ir a mesquita sem ter que andar quilometros, conseguir encontrar pessoas com quem podemos trocar ideias, com pessoas que pessem como nos,.
Mas lá está! As vezes penso que nada disto é impedimento!
Sabes as vezes tenho a certeza que me vou converte!
Um dos meus sonhos é fazer a Haja (peregrinação).
Bom são pensamentos que as vezes tenho, que nao tenho medo de partilhar, pois nao devem ofender ninguem.
Talvez este Ramadão eu faça o que meu coração manda. «Se Deus Quiser»

Concordo que nada disso é impedimento.
Sabe vc parece ser muçulmana á anos :)
terrorismo, não faz parte da religião islamica, para se tranquilizar leia os comunicados dos lideres muçulmanos que sempre condenam.

No islão existe uma ética para os conflitos, nela encontramos uma muito significativa; se o teu inimigo abandona o conflito, o muçulmano deve fazer o mesmo.

quem mata um inocente é como se matasse a humanidade inteira.

A maioria dos muçulmanos sentem-se horrorizado perante atentados como os perpretados pela alqaeda.


Sabes as vezes tenho a certeza que me vou converte!


sabe quando o chefe de Meca manisfestou dúvidas em relação a converter-se, foi-lhe dito não existe compulsão em religião e que para uns bastava um instante para outro toda sua vida.

Eu direi, siga o que lhe diz o coração.

Bom Por agora chega de disparates !!

Não são disparates...não exija tanto de si mesma, o que tiver que acontecer ocorrerá com tranquilidade.

Espero que tudo corra bem contigo e fico contente que tenhas encontrar uma luz no teu caminho!
Até a próxima, se Deus quiser.


Agradeço, espero que Deus ilumine o seu caminho seja ele qual for, que seja próspero e feliz esse é o meu desejo.

abraço, fraterno
Ricardo Correia

Osama
23-04-2004, 22:08
Prezados Irmãos
Ricardo Correia e Nídia Pontes

Em nome de Allah, Beneficente e Misericordioso.
A paz esteja convosco.

Ao irmão Ricardo Correia: bem-vindo ao Islão. O seu regresso sincero à submissão original à Vontade de Deus! Al hamdulillhah! Mach'Allah!

Recordo-me, aqui, do versículo Alcorânico em que Allah (S. T.) diz à Muhammad (s.a.w.): "Ó Muhammad, não te incube converteres a ninguém; incube-te, sim, passar a M/Mensagem. Quem orienta o ser humano, sou EU". Deus é maravilhoso! o Islão é fenomenal!

Desejo-lhe, irmão Ricardo (gostaria de saber se adoptou algum nome islâmico e a mesquita onde fez o seu Chahada) a maior felicidade espiritual e que Allah o ilumine. Teria todo o gosto em conhecê-lo, pessoalmente, um dia, em Lisboa.

Sugiro-lhe a leitura do livro "Guia para aqueles que desejam abraçar o Islão" (sobretudo o capítulo de como fazer a oração, enfim, como ser muçulmano) e do livro "Porque eles se tornaram muçulmanos", ambos os livros da editora Al Furqán, e como disse e muito bem, a irmã Nur Lúcia Paiva, "a Al Furqán tem um toque especial na escrita, Alhamdulillah".

À irmã Nídia Pontes, também lhe sugiro a leitura dos dois livros atrás citados. A orientação e a decisão virá de Deus, quando Ele melhor entender.

A ambos, as minhas saudações Islâmicas.
OSAMA

RC
28-04-2004, 00:15
Assalam Aleikum


irmão Osama agradeço sua palavras. Fiz a Chahada na mesquita de Odivelas, apesar de a mesquita de Lisboa estar melhor localizada.
Terei todo o gosto em conhece-lo envie por mensagem privada a forma de como podemos tornar isso possível.

Sobre o nome, na altura pensei num, ainda o disse, mas ressalvando não ser definitivo...depois fiz minha escolha, Ricardo é o nome escolhido

salaam,

Ricardo Correia

Peregrino
10-11-2009, 01:02
CVxKeE_4KtU&feature=sub


Uma mãe que muitos convertidos desejariam ter.

Peregrino
10-11-2009, 01:10
Procurei um tópico onde colocar o vídeo, achei este, nem havia reparado bem no que estava escrito. Já valeu a pena, lembrar da Hanifa ( que entretanto converteu-se ao Islão).

Reler tudo, lembrou-me que este tópico foi mal escolhido, por vezes acontecem coisas estranhas, momentos que nos fazem lembrar, de onde viemos, por onde passamos e onde estamos...

Ficarei pelo vídeo...