RC
10-03-2004, 22:57
Os que desesperam de Allah
Carlos Peixoto - Jornalista
Em Nome de Allah, O Clemente, O Misericordioso!
É com essa invocação que um muçulmano devoto inicia qualquer ato considerado importante e essencial a vida ? como a leitura das suratas do Alcorão (apenas a nona surata não se inicia com a invocação de Allah) - ou mesmo algo que aos olhos dos menos atentos parece banal, como uma refeição. Bismillah ir Rahmanir Rahim (em árabe) contêm dois dos mais sublimes nomes divinos, aqueles que resumem os favores com que Ele nos agracia, tolera e orienta para sermos, nós mesmos, exemplos de bondade, retidão e harmonia. No entanto, essa mesma invocação pode ser ouvida dos lábios dos "homens bombas" que se atiram contra os soldados norte-americanos que invadiram o Iraque, contra o Exército de Israel na Palestina ocupada, contra civis e até mesmo contra outros muçulmanos. O que, então, há de errado?
Se examinarmos atentamente as mensagens reveladas por Allah, através dos seus mensageiros, perceberemos que não há nada de errado com elas. Não há em todo o Alcorão, nas Leis Mosaicas e nos Evangelhos qualquer passagem que diga ser necessário matar inocentes para defendermos a fé ou mesmo que muçulmanos, judeus e cristãos não possam conviver em paz e harmonia. Basta que cada um evite dissensões agressivas e respeite às crenças dos outros. Esta escrito: "quem matar uma pessoa, sem que esta tenha cometido homicídio ou semeado a corrupção na terra, será considerado como se tivesse assassinado toda a humanidade; quem a salvar, será reputado como se tivesse salvo toda a humanidade" - Alcorão 5:32. Haverá uma condenação mais explícita do que esta ao assassinato e a vingança?
Ao exortar os crentes a lutarem para se defenderem dos infiéis, nos primeiros tempos do Islam, o profeta Mohammad (s.a.a.s) não incitava ninguém a se lançar cegamente sobre os inimigos, a destruir bens ou ferir inocentes. Ele ressaltava a importância dos muçulmanos não serem a parte agressora em um conflito e, se admoestava os crentes sobre a inutilidade de se preocuparem com suas vidas, uma vez iniciado o combate, era porque a Allah cabe o destino de cada um. Mohammad (s.a.a.s) insistia na recomendação de que a paz, possível sob qualquer circunstância, é sempre preferível a guerra sem esperanças (Se eles se inclinam à paz, inclina-te tu também a ela, e encomenda-te a Allah, porque Ele é o Oniouvinte, o Sapientíssimo ? Alcorão 8:61 )
Os que no Islam se entregam ao terror e a uma guerra de agressão ? entre cristãos e judeus há também aqueles que capitulam diante da tentação da ira ? estão desesperados da misericórdia de Allah. Deixar-se convencer a se matar, por líderes que nunca estão dispostos a explodirem eles mesmos, não constitui um sacrifício aceitável por Allah. O que o suicida pensa estar entregando ? a vida ? não lhe pertence. Ela é a graça maior concedida por Allah a humanidade e, ao abrir mão desta graça, renunciamos a um tipo especial de confiança que só foi entregue a nós. A guerra é a menor das quatros formas da jihad. As formas mais elevadas do esforço nos caminhos de Allah e o combate contra os obstáculos à fé, são a jihad do coração ? evitando os maus sentimentos; a jihad da palavra ? difundindo a mensagem do Islam; a jihad das mãos ? praticando boas ações.
Sempre existiu, em todas as comunidades islâmicas, uma grande maioria de muçulmanos que acreditam nas três primeiras formas da jihad como as mais indicadas para combater o abandono da fé e o esquecimento de Allah a que se entregou o homem. Muçulmanos que condenam atentados terroristas como aberrações. Líderes religiosos como o sheik Ibrahim al Ansari que, a pedido da irmã Asuman Martone, sintetizou a visão que nós do grupo Unidade Islâmica (unidadeislamica@yahoo.com.br ) compartilhamos do Islam. Muçulmanos que têm em mente o versículo sagrado: "Os servos do Clemente são aqueles que andam pacificamente pela terra, e, quando os ignorantes lhes falam, dizem: Paz!" - Alcorão 25:63
* * *
No meu Islam, existe um equilíbrio de Lei e Amor; Justiça e Misericórdia; Responsabilidade e Compaixão.
No meu Islam existe uma investigação de coração e mente abertos sobre os milagres que compõem esta vida. Existe uma procura continua para descobrir novas idéias, novas ciências e novas filosofias. Existe uma busca pela verdade, onde quer e o que quer que ela seja, no passado, presente e futuro.
No meu Islam cada indivíduo é uma expressão única de Allah e, portanto, merece tal respeito. O mesmo respeito e singularidade se aplica à comunidades, religiões, etnias e nações. O Respeito é uma virtude universal Islâmica.
No meu Islam, estamos aqui para servir para fazer os outros se sentirem confortáveis, protegidos e seguros. Existe uma abundância de alegria e humor dentro desta adorável família de seres humanos. Somos, cada um de nós, um membro desta família e cada um de nós merecedor de honra, dignidade e tolerância.
No meu Islam, um muçulmano é alguém que trabalha diligentemente e sinceramente em aprender como se entregar a Allah e não em dizer aos outros como fazer isso. Os Profetas (que a paz esteja sobre eles) são nossos exemplos de como um ser humano deve se comportar. E quando é necessário, pedimos ajuda.
No meu Islam, o Corão é o centro do conhecimento. Ele não é usado para intimidar, coagir ou para pregar o ódio. Se toda Sura se inicia com " em nome de Allah, o Misericordioso e Compassivo", eu entendo que isso significa que Allah é o Misericordioso e Compassivo e então é assim que deveríamos ser também. O Corão também diz: "Não existe compulsão na religião". O Corão especificamente declara que homens e mulheres são iguais perante Allah.
No meu Islam tentamos imitar as virtudes do Profeta Mohammed (que a Paz esteja sobre ele). Estas incluem Misericórdia, Compaixão, Honestidade, Perdão, Paciência, Tolerância, Amor, Paz, Compreensão, Sabedoria, Sinceridade e muitas mais.
Carlos Peixoto - Jornalista
Em Nome de Allah, O Clemente, O Misericordioso!
É com essa invocação que um muçulmano devoto inicia qualquer ato considerado importante e essencial a vida ? como a leitura das suratas do Alcorão (apenas a nona surata não se inicia com a invocação de Allah) - ou mesmo algo que aos olhos dos menos atentos parece banal, como uma refeição. Bismillah ir Rahmanir Rahim (em árabe) contêm dois dos mais sublimes nomes divinos, aqueles que resumem os favores com que Ele nos agracia, tolera e orienta para sermos, nós mesmos, exemplos de bondade, retidão e harmonia. No entanto, essa mesma invocação pode ser ouvida dos lábios dos "homens bombas" que se atiram contra os soldados norte-americanos que invadiram o Iraque, contra o Exército de Israel na Palestina ocupada, contra civis e até mesmo contra outros muçulmanos. O que, então, há de errado?
Se examinarmos atentamente as mensagens reveladas por Allah, através dos seus mensageiros, perceberemos que não há nada de errado com elas. Não há em todo o Alcorão, nas Leis Mosaicas e nos Evangelhos qualquer passagem que diga ser necessário matar inocentes para defendermos a fé ou mesmo que muçulmanos, judeus e cristãos não possam conviver em paz e harmonia. Basta que cada um evite dissensões agressivas e respeite às crenças dos outros. Esta escrito: "quem matar uma pessoa, sem que esta tenha cometido homicídio ou semeado a corrupção na terra, será considerado como se tivesse assassinado toda a humanidade; quem a salvar, será reputado como se tivesse salvo toda a humanidade" - Alcorão 5:32. Haverá uma condenação mais explícita do que esta ao assassinato e a vingança?
Ao exortar os crentes a lutarem para se defenderem dos infiéis, nos primeiros tempos do Islam, o profeta Mohammad (s.a.a.s) não incitava ninguém a se lançar cegamente sobre os inimigos, a destruir bens ou ferir inocentes. Ele ressaltava a importância dos muçulmanos não serem a parte agressora em um conflito e, se admoestava os crentes sobre a inutilidade de se preocuparem com suas vidas, uma vez iniciado o combate, era porque a Allah cabe o destino de cada um. Mohammad (s.a.a.s) insistia na recomendação de que a paz, possível sob qualquer circunstância, é sempre preferível a guerra sem esperanças (Se eles se inclinam à paz, inclina-te tu também a ela, e encomenda-te a Allah, porque Ele é o Oniouvinte, o Sapientíssimo ? Alcorão 8:61 )
Os que no Islam se entregam ao terror e a uma guerra de agressão ? entre cristãos e judeus há também aqueles que capitulam diante da tentação da ira ? estão desesperados da misericórdia de Allah. Deixar-se convencer a se matar, por líderes que nunca estão dispostos a explodirem eles mesmos, não constitui um sacrifício aceitável por Allah. O que o suicida pensa estar entregando ? a vida ? não lhe pertence. Ela é a graça maior concedida por Allah a humanidade e, ao abrir mão desta graça, renunciamos a um tipo especial de confiança que só foi entregue a nós. A guerra é a menor das quatros formas da jihad. As formas mais elevadas do esforço nos caminhos de Allah e o combate contra os obstáculos à fé, são a jihad do coração ? evitando os maus sentimentos; a jihad da palavra ? difundindo a mensagem do Islam; a jihad das mãos ? praticando boas ações.
Sempre existiu, em todas as comunidades islâmicas, uma grande maioria de muçulmanos que acreditam nas três primeiras formas da jihad como as mais indicadas para combater o abandono da fé e o esquecimento de Allah a que se entregou o homem. Muçulmanos que condenam atentados terroristas como aberrações. Líderes religiosos como o sheik Ibrahim al Ansari que, a pedido da irmã Asuman Martone, sintetizou a visão que nós do grupo Unidade Islâmica (unidadeislamica@yahoo.com.br ) compartilhamos do Islam. Muçulmanos que têm em mente o versículo sagrado: "Os servos do Clemente são aqueles que andam pacificamente pela terra, e, quando os ignorantes lhes falam, dizem: Paz!" - Alcorão 25:63
* * *
No meu Islam, existe um equilíbrio de Lei e Amor; Justiça e Misericórdia; Responsabilidade e Compaixão.
No meu Islam existe uma investigação de coração e mente abertos sobre os milagres que compõem esta vida. Existe uma procura continua para descobrir novas idéias, novas ciências e novas filosofias. Existe uma busca pela verdade, onde quer e o que quer que ela seja, no passado, presente e futuro.
No meu Islam cada indivíduo é uma expressão única de Allah e, portanto, merece tal respeito. O mesmo respeito e singularidade se aplica à comunidades, religiões, etnias e nações. O Respeito é uma virtude universal Islâmica.
No meu Islam, estamos aqui para servir para fazer os outros se sentirem confortáveis, protegidos e seguros. Existe uma abundância de alegria e humor dentro desta adorável família de seres humanos. Somos, cada um de nós, um membro desta família e cada um de nós merecedor de honra, dignidade e tolerância.
No meu Islam, um muçulmano é alguém que trabalha diligentemente e sinceramente em aprender como se entregar a Allah e não em dizer aos outros como fazer isso. Os Profetas (que a paz esteja sobre eles) são nossos exemplos de como um ser humano deve se comportar. E quando é necessário, pedimos ajuda.
No meu Islam, o Corão é o centro do conhecimento. Ele não é usado para intimidar, coagir ou para pregar o ódio. Se toda Sura se inicia com " em nome de Allah, o Misericordioso e Compassivo", eu entendo que isso significa que Allah é o Misericordioso e Compassivo e então é assim que deveríamos ser também. O Corão também diz: "Não existe compulsão na religião". O Corão especificamente declara que homens e mulheres são iguais perante Allah.
No meu Islam tentamos imitar as virtudes do Profeta Mohammed (que a Paz esteja sobre ele). Estas incluem Misericórdia, Compaixão, Honestidade, Perdão, Paciência, Tolerância, Amor, Paz, Compreensão, Sabedoria, Sinceridade e muitas mais.