Peregrino
19-11-2008, 18:32
1 parte da mensagem
Assalamu-alaikum:
Este é um aritgo por Bilal Philips que deve interessar wm pwrticular os nossos irmão recém-convertidos/revertidos. É um artigo de interesse geral para todos os irmãos e irmãs muçulmanos.
Ma'a-salaama,
Tayeb
------------------------------
O Sistema de Nomes Islâmicos
Extraído do Tafseer da Surata Al-Hujuraat pelo Dr. Abu Ameenah Bilal Philips
O Islam dá grande ênfase à identificação clara das relações familiares. O próprio profeta (SAW) disse,
?Aprenda de forma suficiente sobre a sua linhagem para conhecer seus parentes de sangue e tratá-los adequadamente?. (At-Tirmidhee)
Isto é, os laços familiares deveriam ser conhecidos o suficiente para evitarem casamentos ilícitos e determinarem as obrigações de sangue e familiares.
Embora seja tarefa do Estado Islâmico cuidar dos seus cidadãos, a responsabilidade principal recai primeiramente sobre os membros da família. Além disso, conforme a Lei Islâmica, parentescos de sangue deveriam ser claramente definidos, sendo qualquer alteração relativa aos mesmos, estritamente proibida. Esta preocupação torna-se clara, segundo as regras dos nomes islâmicos, na qual cada nome e sua seqüência implicam em um relacionamento genealógico específico.
Por exemplo, o nome Khaalid ibn Abdullah ibn Zakee al-Harbee, que atualmente é escrito Khaalid Abdullah Zakee al-Harbee; significa: Khaalid ? filho de Abdullah, o qual é filho de Zakee (pertencente à tribo Harb). Este sistema de nomear as pessoas, fazendo-se referência ao nome do pai e seqüencialmente ao nome do avô já havia surgido na maioria das culturas. Até mesmo em língua inglesa, George, o filho de John, tornou-se George John?s son e finalmente George Johnson. Nos tempos pré-islâmicos, os árabes costumavam a modificar a linhagem dos seus filhos adotivos, para a sua propriamente dita, e esta prática também ocorreu em época anteriormente próxima ao advento do Profeta Mohammad (SAW).
Porém, Allah (SWT) proibiu este procedimento durante o período em que Suas revelações proféticas, assim como a maioria das leis religiosas, sociais e econômicas de cunho islâmico foram transmitidas em Medina. Ibn Umar (RA) relatou que depois que o Profeta (SAW) libertou Zayd ibn Harithah e o adotou, as pessoas referiam-se a este como Zayd ibn Mohammad, até que o verso seguinte foi revelado,
?Chamem-nos pelos nomes dos seus pais, o que é mais justo aos olhos de Allah?.
(Al-Ahzab 33:5)
Uma vez que este princípio tornou-se parte da Lei Divina, o Profeta (SAW) foi instruído para continuar enfatizando esta revelação por uma série de advertências. Por exemplo, em uma ocasião ele disse,
?Aquele que conscientemente atribuiu sua paternidade a alguém além do seu verdadeiro pai será excluído do paraíso?.(Bukhari, Abu Dawood).
Abu Dharr (RA) também relatou ter ouvido o Profeta (SAW) dizer,
?Aquele que deliberadamente deixe ser chamado de filho de alguém, que não seja seu pai é culpado de descrença (Kufr)?.(Bukhari, Abu Dawood).
Portanto, o sistema árabe de nomes pessoais, de acordo com os nomes dos pais, o qual é legitimado pelo Profeta (SAW) e aprovado por Allah (SWT) é considerado o sistema de nomeação islâmica. A Lei Islâmica é completa, regula todos os aspectos da vida humana, a fim de estabelecer um sistema social, em que se cuida do bem estar humano e preserva-se o louvor a Allah.
Conseqüentemente, apesar de algumas facetas das regras de nomes islâmicos serem mais importantes do que outras, nenhuma é tão irrelevante a ponto de ser ignorada.
O fato de o Colonialismo Europeu ter corrompido a aplicação do sistema de nomeação islâmico, especialmente entre os muçulmanos não-árabes não pode de forma alguma ignorado. Nos tempos coloniais, o sistema de nomeação ocidental foi reduzido a uma mistura sem sentido de nomes, que eram seguidos pelo nome de família. Influenciada pela cultura greco-romana, na qual as mulheres eram consideradas como propriedade dos homens, a sociedade ocidental apagou o nome da família da mulher no casamento, substituindo-o pelo do seu marido. No sistema de nomeação islâmica, a mulher mantém o nome do seu pai, como indicação da sua verdadeira linhagem.
Apesar deste aspecto, ambas tendências ocidentais degenerativas têm sido amplamente adotadas nos países islâmicos, ao lado de outras parafernálias culturais não-islâmicas oriundas do Colonialismo Europeu. Os muçulmanos convertidos, desinformados sobre as regras dos nomes islâmicos, freqüentemente adotam nomes árabes no caótico estilo europeu. Na verdade, aqueles de origem africana comumente apagam até mesmo os nomes das próprias famílias, com a convicção de que estes nomes são remanescentes dos dias de escravidão. Isto é, aqueles, cujos ancestrais eram escravos, geralmente adotaram o nome da família dos senhores dos escravos, sendo este nome passado de geração em geração.
Assalamu-alaikum:
Este é um aritgo por Bilal Philips que deve interessar wm pwrticular os nossos irmão recém-convertidos/revertidos. É um artigo de interesse geral para todos os irmãos e irmãs muçulmanos.
Ma'a-salaama,
Tayeb
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O Sistema de Nomes Islâmicos
Extraído do Tafseer da Surata Al-Hujuraat pelo Dr. Abu Ameenah Bilal Philips
O Islam dá grande ênfase à identificação clara das relações familiares. O próprio profeta (SAW) disse,
?Aprenda de forma suficiente sobre a sua linhagem para conhecer seus parentes de sangue e tratá-los adequadamente?. (At-Tirmidhee)
Isto é, os laços familiares deveriam ser conhecidos o suficiente para evitarem casamentos ilícitos e determinarem as obrigações de sangue e familiares.
Embora seja tarefa do Estado Islâmico cuidar dos seus cidadãos, a responsabilidade principal recai primeiramente sobre os membros da família. Além disso, conforme a Lei Islâmica, parentescos de sangue deveriam ser claramente definidos, sendo qualquer alteração relativa aos mesmos, estritamente proibida. Esta preocupação torna-se clara, segundo as regras dos nomes islâmicos, na qual cada nome e sua seqüência implicam em um relacionamento genealógico específico.
Por exemplo, o nome Khaalid ibn Abdullah ibn Zakee al-Harbee, que atualmente é escrito Khaalid Abdullah Zakee al-Harbee; significa: Khaalid ? filho de Abdullah, o qual é filho de Zakee (pertencente à tribo Harb). Este sistema de nomear as pessoas, fazendo-se referência ao nome do pai e seqüencialmente ao nome do avô já havia surgido na maioria das culturas. Até mesmo em língua inglesa, George, o filho de John, tornou-se George John?s son e finalmente George Johnson. Nos tempos pré-islâmicos, os árabes costumavam a modificar a linhagem dos seus filhos adotivos, para a sua propriamente dita, e esta prática também ocorreu em época anteriormente próxima ao advento do Profeta Mohammad (SAW).
Porém, Allah (SWT) proibiu este procedimento durante o período em que Suas revelações proféticas, assim como a maioria das leis religiosas, sociais e econômicas de cunho islâmico foram transmitidas em Medina. Ibn Umar (RA) relatou que depois que o Profeta (SAW) libertou Zayd ibn Harithah e o adotou, as pessoas referiam-se a este como Zayd ibn Mohammad, até que o verso seguinte foi revelado,
?Chamem-nos pelos nomes dos seus pais, o que é mais justo aos olhos de Allah?.
(Al-Ahzab 33:5)
Uma vez que este princípio tornou-se parte da Lei Divina, o Profeta (SAW) foi instruído para continuar enfatizando esta revelação por uma série de advertências. Por exemplo, em uma ocasião ele disse,
?Aquele que conscientemente atribuiu sua paternidade a alguém além do seu verdadeiro pai será excluído do paraíso?.(Bukhari, Abu Dawood).
Abu Dharr (RA) também relatou ter ouvido o Profeta (SAW) dizer,
?Aquele que deliberadamente deixe ser chamado de filho de alguém, que não seja seu pai é culpado de descrença (Kufr)?.(Bukhari, Abu Dawood).
Portanto, o sistema árabe de nomes pessoais, de acordo com os nomes dos pais, o qual é legitimado pelo Profeta (SAW) e aprovado por Allah (SWT) é considerado o sistema de nomeação islâmica. A Lei Islâmica é completa, regula todos os aspectos da vida humana, a fim de estabelecer um sistema social, em que se cuida do bem estar humano e preserva-se o louvor a Allah.
Conseqüentemente, apesar de algumas facetas das regras de nomes islâmicos serem mais importantes do que outras, nenhuma é tão irrelevante a ponto de ser ignorada.
O fato de o Colonialismo Europeu ter corrompido a aplicação do sistema de nomeação islâmico, especialmente entre os muçulmanos não-árabes não pode de forma alguma ignorado. Nos tempos coloniais, o sistema de nomeação ocidental foi reduzido a uma mistura sem sentido de nomes, que eram seguidos pelo nome de família. Influenciada pela cultura greco-romana, na qual as mulheres eram consideradas como propriedade dos homens, a sociedade ocidental apagou o nome da família da mulher no casamento, substituindo-o pelo do seu marido. No sistema de nomeação islâmica, a mulher mantém o nome do seu pai, como indicação da sua verdadeira linhagem.
Apesar deste aspecto, ambas tendências ocidentais degenerativas têm sido amplamente adotadas nos países islâmicos, ao lado de outras parafernálias culturais não-islâmicas oriundas do Colonialismo Europeu. Os muçulmanos convertidos, desinformados sobre as regras dos nomes islâmicos, freqüentemente adotam nomes árabes no caótico estilo europeu. Na verdade, aqueles de origem africana comumente apagam até mesmo os nomes das próprias famílias, com a convicção de que estes nomes são remanescentes dos dias de escravidão. Isto é, aqueles, cujos ancestrais eram escravos, geralmente adotaram o nome da família dos senhores dos escravos, sendo este nome passado de geração em geração.