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Vizualizar Versão Completa : Palestina


Tayeb
03-02-2008, 15:16
Palestina


Podem pisar-te como à erva ruim
E dizer que essa terra não é tua,
Podem matar os teus, sacrificar-te,
Pretendendo que o teu reino é o da lua,
Podem forças obscuras conjurar-se
P'ra roubar o que desde sempre te cabia,
Podem queimar-te e arrasar-te
Mas não negar a luz do dia.
Podem erguer um muro de mentira
Para deter os ventos do deserto
Mas eles amam-te e são teus
Sempre voltarão e hão-de ficar perto.
Teus filhos hão-de saber salvar-te,
Terra mártir, altiva e beduína,
E a meiga pomba da paz e da alegria
Pousará, de novo, em ti, Ó Palestina.

Adalberto Alves

Este poema foi lido pela primeira vez durante a Exposição Cultural Palestiniana levada a cabo em Beja, pela respectiva Câmara Municipal e pela Representação da OLP em Portugal, em 11 de Julho de 1986. O autor é poeta tendo-se dedicado ao estudo e tradução da poesia árabe clássica.

Peregrino
15-02-2008, 15:34
Amada Palestina

Amada Palestina, como eu irei viver
Longe de suas planícies e colinas?
As montanhas manchadas de sangue me invocam
A demorada tonalidade nos traços do horizonte
O choro dos litorais me invocam
Tempo ainda ecoa com soluços
Os impossibilitados córregos me invocam
Eles partem sem serem estranhos
Suas cidades órfãs me invocam
Suas aldeias com cúpulas me invocam
Amigos perguntam, "Quando nós nos encontraremos novamente?"
É nós, retornaremos após a ausência?
Amanhã nós retornaremos enquanto as gerações estiverem escutando
Para cada passo retumbante
Nós retornaremos com o estrondo das tempestades
Com o retumbante trovão e chama
Com faixas sangrando
Acima do resplendor da fincada de uma lança
E nós, os revolucionários, ao longo da terra
Nós estaremos reunidos junto à chama dos jugos de pescoços
De forma que as milhares de vítimas retornarão
Vítimas de iniqüidade, abram todas as portas!