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Vizualizar Versão Completa : Natal


Osama
01-01-2004, 11:19
O Natal, presentemente, no Mundo Muçulmano

O Natal não é uma festa Muçulmana e, como tal, os Muçulmanos não o celebram. Nos Estados Unidos e na Europa é frequente os Muçulmanos solicitarem a não participação dos seus filhos nas festas natalícias escolares, isto porque, a ideia de que Jesus, que a paz esteja com ele, é "filho de Deus" colide directamente com a crença Muçulmana básica.

Contudo, num mundo onde se encontram presentes tanto Muçulmanos, como Cristãos, qual deverá ser a reacção dos Muçulmanos? O Profeta Muhammad, que a paz e as benções estejam com ele, foi confrontado com esta questão, aquando do estabelecimento do estado de Medina, onde a maioria da população era não-Muçulmana. Transcreve-se, em seguida, o que ele disse acerca dos Cristãos de Najran (Yéman): «Najran tem a protecção de Allah e, os Cristãos, a promessa de Muhammad, o Profeta, de proteger as suas vidas, a sua fé, terra e propriedade, tanto dos que se encontram presentes, como dos que estão ausentes, assim como dos seus clãs e dos seus aliados. Os Cristãos não têm necessidade de alterar nada nos seus antigos costumes. Nenhum dos direitos, seus ou da sua religião, sofrerá qualquer alteração. Nenhum bispo, monge ou sentinela, será afastado do seu posto».

Foi este compromisso histórico para com pessoas de outros credos, que consolidou os ideais do Islão no que respeita a comunidades que se encontram no mesmo meio, mas que professam outras religiões, quer estes sejam Cristãos, Judeus, adoradores do Sol ou Hindus. O Profeta (s.a.w.) permitiu, inclusive, a uma delegação Cristã a celebração do seu ofício religioso na mesma Mesquita do Profeta (s.a.w.), isto segundo os historiadores clássicos, Ibn Hisham e Ibn Sa'd.

No actual contexto de agressão Americana, em consequência dos ataques terroristas do 11 de Setembro, a vida tem sido difícil para as minorias Muçulmanas dos Estados Unidos e de alguns países da Europa, e para as minorias Cristãs de alguns países do mundo Islâmico.

Apresentam-se, em seguida, alguns exemplos do que pode ser feito pelos Muçulmanos dos países Islâmicos, para ajudarem as minorias Cristãs a desfrutarem das suas festas da melhor maneira possível:

Conceder aos empregados Cristãos um feriado prolongado:

Os patrões Muçulmanos podem conceder um dia livre aos trabalhadores Cristãos, pelo menos no dia de Natal e Páscoa. Do mesmo modo que, às minorias Muçulmanas que vivem em países como os Estados Unidos e nos países da Europa, foram concedidos dias livres, quer no trabalho, quer na escola, durante a festa de Eid-ul-Fitr e festa de Eid-ul-Adha, também aos Cristãos que vivem nos países Islâmicos deveriam ser concedidos dias livres durante as suas festas. Isto é já prática de vários países Muçulmanos.

Tranquilizar os vizinhos Cristãos:

Em países onde ocorreram recentes conflitos entre Cristãos e Muçulmanos como, por exemplo, a Nigéria e a Indonésia, a liderança Muçulmana pode tomar medidas nas suas comunidades no sentido de fazer com que a minoria Cristã se sinta mais confortável nos seus dias festivos.

Um gesto de boa vizinhança:

Não obstante a segurança ser uma questão governamental e, em muitos países Islâmicos, os governos estarem já a providenciar um policiamento extra às Igrejas, seria um gesto bonito por parte dos vizinhos Muçulmanos oferecerem-se voluntariamente para zelarem pela segurança das Igrejas durante a época Natalícia. Isto adquire uma importância particular em locais como o Paquistão, onde, desde o bombardeamento Americano e ocupação de Afeganistão em 2001, uma igreja foi alvo de terrorismo.

As minorias Muçulmanas e Cristãs na Índia:

Na Índia, onde tanto Muçulmanos, como Cristãos, são minorias, os Cristãos fizeram-se ouvir em defesa da comunidade Muçulmana aquando dos horrendos assassinatos e crimes de que esta comunidade foi vítima no estado de Gujrat, em 2002. Este Natal, um vasto número de Igrejas Indianas recearão os progressos de campanhas de militantes Hindus e de fascistas confessos naquela parte da Índia. É importante que os Muçulmanos na Índia apoiem os Cristãos durante a sua época festiva (ou de dia santo).

Historicamente, sempre que os Muçulmanos conquistaram o poder, esforçaram-se, pelo menos a maior parte das vezes, por proteger os direitos dos não-Muçulmanos, desde os Hindus idólatras aos Zoroastrianos adoradores do fogo. Os Cristãos, que no Alcorão são descritos como "O Povo do Livro", detêm um lugar especial, enquanto comunidade de fé com tradição em Abraão. A protecção concedida à liberdade de religião não constituiu uma táctica de apaziguamento Muçulmana. Trata-se, sim, de uma ordem de Deus, e uma prática do nosso bem-amado Profeta Muhammad, que a paz e as benções estejam com ele, o qual disse o seguinte:

"Quem quer que magoe um cidadão não-Muçulmano de um estado Muçulmano, magoa-me a mim."

É importante que os Muçulmanos tenham em conta que uma pessoa não é considerada Muçulmana, a menos que acredite em Jesus (Concepção Islâmica de Jesus): Este amor por este nobre Profeta liga-nos, de uma maneira muito especial, à comunidade Cristã.

Embora a história das relações entre Muçulmanos e Cristãos nem sempre tenha sido boa, é importante recordar que os Muçulmanos sempre representaram e defenderam uma comunidade onde os direitos de todos os indivíduos não só eram tolerados, mas também respeitados e protegidos.

Tratar o Natal com respeito:

O Natal é uma festa religiosa Cristã anual, a qual comemora o nascimento do Profeta Jesus (que a paz esteja com ele).

Têm surgido algumas críticas legítimas relativas a esta festa, tanto da parte de Muçulmanos, como de não-Muçulmanos, as quais se baseiam em considerações teológicas e culturais. Contudo, tal não pode ser visto como uma desculpa que permite atacar esta festa, considerando-a, por exemplo, uma actividade baseada em antigas práticas pagãs, ou uma época de consumismo excessivo. Os Muçulmanos não se devem esquecer que, para muitos, mas mesmo muitos Cristão, o Natal, realmente, diz respeito ao seu Deus.

Deus ordenou-nos que nos abstivéssemos de escarnecer das crenças religiosas dos outros, não obstante o quanto pudéssemos discordar dessas mesmas práticas. No Alcorão, Deus diz o seguinte: «E não injuries as coisas que eles adoram ao lado de Deus, para que eles, na sua ignorância, não injuriem maldosamente Deus. Assim Nós fizemos a cada povo parecerem justos os seus actos. Eles hão-de voltar ao seu Senhor, Que lhes dará a conhecer tudo o que fizeram». (Alcorão, 6:108).

Temos também que ter em conta que, embora para muitos daqueles que se autodenominam Cristãos, a celebração do Natal, na realidade, não esteja relacionada com a sua participação nas tradições religiosas, o Natal é uma época em que as famílias se reúnem. Em muitos casos, é a única altura do ano em que as famílias se reúnem, quer devido ao facto dos seus membros se encontrarem espalhados por diferentes partes do país, ou até mesmo do mundo, quer devido a problemas de comunicação e de relacionamento entre eles.

O Natal constitui uma excelente oportunidade para nos aproximarmos dos nossos vizinhos. Todavia, não nos devemos esquecer que a Dawa não pode ser feita de uma maneira rude e insultuosa. No Alcorão, Allah diz o seguinte: «Chama os homens para o caminho do teu Senhor, por meio de sabedoria e das boas exortações. Discute com eles de maneira honesta, porque o Senhor conhece muito bem os que afastam do Seu caminho e os que O seguem». (Alcorão, 16:125). No que respeita, particularmente, ao modo como lidar com Judeus e Cristãos, Allah diz o seguinte: «E não discutas com os Adeptos do Livro a não ser de maneira amável (com excepção daqueles que, entre eles, são injustos). E dize: "Cremos no que nos foi revelado e no que vos foi revelado. O nosso Deus e o vosso Deus são Um, e nós estamos-Lhe submetidos"». (Alcorão, 29:46).

Um ponto de partida para o estabelecimento de um diálogo relativo ao Natal, pode ser a crença Islâmica em todos os Livros revelados por Deus e em todos os Profetas por Ele enviados. Neste diálogo, pode-se fazer uma ênfase especial ao Profeta Jesus (a.s.). É frequente os não-Muçulmanos ficarem surpreendidos, ao descobrirem que os Muçulmanos também acreditam neste nobre Profeta e na sua notável mãe, Maria (que a paz esteja com ela).

A nível social, podemos enviar cartões de felicitações neutros como, por exemplo, cartões com as estações do ano, etc., a famílias não-Muçulmanas e a amigos e colegas de trabalho não-Muçulmanos.
Que Allah nos ilumine a todos.
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UMA SUGESTÃO

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Saudações Fraternais
OSAMA

Hanifa
28-06-2004, 23:09
Eu fiz a minha conversão à pouco tempo.
Os meus pais são catolicos (não praticantes).
No entanto o Natal na minha pequena familia, representa um dia para estarmos todos juntos, para convivermos uns com outros e até trocar algumas lembranças, com a intenção de que nos lembrarmos dessa pessoa. Por isso não irei deixar de partilhar esta festa com eles. Pois na religião cristã seja a comemoração do nascimento de Jesus, para nós representa uma época de paz e reunião familiar. E penso que hoje em dia é o que acontece normalmente na maioria das familias.

Salahudeen
12-07-2004, 03:30
Natal é sp natal... os muçulmanos n devem festejar

Tayeb
23-12-2008, 18:25
s3 e saudações,

Sendo este momento de magia e alegria para os nossos irmãos na humanidade os cristãos, achei que sería interessante fazer um repost do tópico interessante já antigo, embora sempre relevante.

Os muçulmanos não celebram o Natal.

Ma'a-salaama,

Orlando
23-12-2008, 19:06
Eu até posso ficar ateu que irei sempre celebrar o Natal, o Natal é muito mais que uma festa cristã, é uma festa Ocidental pois está na cultura

Tayeb
23-12-2008, 19:10
Acho que o Orlando nem leu o artigo...

Orlando
23-12-2008, 19:15
Acho que o Orlando nem leu o artigo...


Pois não, só os comments dos outros

Ines_Pt
23-12-2008, 19:20
Natal é sp natal... os muçulmanos n devem festejar

O que conta é sempre a intenção! Como Muçulmana celebro esta época natalícia como união familiar... e não porque Jesus Nasceu e é o Filho de Deus!

Toda a minha familia é Cristã, seria um acto de muito mau gosto não estar com eles no jantar e na troca de lembranças... até poderia ser considerado uma ofença!

Em geral este dia é um dia de família e de festa e esta é a minha intenção! Não participo em qualquer acto religioso e afins... por isso não vejo problema nenhum em partilhar esta festa!

Orlando
23-12-2008, 19:21
O que conta é sempre a intenção! Como Muçulmana celebro esta época natalícia como união familiar... e não porque Jesus Nasceu e é o Filho de Deus!

Toda a minha familia é Cristã, seria um acto de muito mau gosto não estar com eles no jantar e na troca de lembranças... até poderia ser considerado uma ofença!

Em geral este dia é um dia de família e de festa e esta é a minha intenção! Não participo em qualquer acto religioso e afins... por isso não vejo problema nenhum em partilhar esta festa!

Sim

E já agora o muçulmano que celebra o nascimento de Maomé tambem devia\pode celebrar o nascimento de Jesus

Tayeb
23-12-2008, 19:21
A celebração do Natal, com a árvore e o Pai Natal é uma recente inovação. Aliás o Pai Natal, como o conhecemos agora, é o homem da Coca-Cola, que fez parte da publicidade nos EUA em 1931 aquando da guerra comercial com Pepsi. Haddon Sunblom foi quem criou o Pai de Natal de fato vermelho e camisa branca. Aqui está uma imagem da publicidade do Pai Natal a beber Coca-Cola:

http://www.buildingbrands.com/lightrelief/10_image.jpg

Orlando
23-12-2008, 19:23
A celebração do Natal, com a árvore e o Pai Natal é uma recente inovação. Aliás o Pai Natal, como o conhecemos agora, é o homem da Coca-Cola, que fez parte da publicidade nos EUA aquando da guerra comercial com Pepsi.

No tempo dos meus pais diziam que os presentes era o menino Jesus que os trazia, o Pai Natal foi um refugio...

Tayeb
23-12-2008, 19:38
Um pouco mais sobre o Pai Natal da Coca-Cola. Acabo de lêr na Wiki o seguinte que deve ter certo grau de credibilidade:

É amplamente divulgado pela internet (http://wapedia.mobi/pt/Internet) e por outros meios que a Coca-Cola (http://wapedia.mobi/pt/Coca-Cola) seria a responsável pelo atual visual do Papai Noel (roupas vermelhas com detalhes em branco e cinto preto), mas é historicamente comprovado que o responsável por sua roupagem vermelha foi o Cartunista americano Thomas Nast (http://wapedia.mobi/pt/Thomas_Nast), em 1886 na revista Harper?s Weeklys (http://wapedia.mobi/pt/Harper%E2%80%99s_Weeklys).

Bem 1886, ou 1931, é irrelevante. O aspecto do Pai Natal, a figura que os pais fazem crêr os filhos como sendo o autor das prendas recebidas, trata-se de uma inovação que não tem nada a haver com o cristianismo.

Ines_Pt
23-12-2008, 21:00
Um pouco mais sobre o Pai Natal da Coca-Cola. Acabo de lêr na Wiki o seguinte que deve ter certo grau de credibilidade:

É amplamente divulgado pela internet (http://wapedia.mobi/pt/Internet) e por outros meios que a Coca-Cola (http://wapedia.mobi/pt/Coca-Cola) seria a responsável pelo atual visual do Papai Noel (roupas vermelhas com detalhes em branco e cinto preto), mas é historicamente comprovado que o responsável por sua roupagem vermelha foi o Cartunista americano Thomas Nast (http://wapedia.mobi/pt/Thomas_Nast), em 1886 na revista Harper?s Weeklys (http://wapedia.mobi/pt/Harper%E2%80%99s_Weeklys).

Bem 1886, ou 1931, é irrelevante. O aspecto do Pai Natal, a figura que os pais fazem crêr os filhos como sendo o autor das prendas recebidas, trata-se de uma inovação que não tem nada a haver com o cristianismo.

Também Existe informação na Wikipédia acerca dos aspectos históricos do Natal, deixo o link para quem qiser saber mais:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Natal

Ines_Pt
23-12-2008, 21:04
No tempo dos meus pais diziam que os presentes era o menino Jesus que os trazia, o Pai Natal foi um refugio...


A minha avó e a minha madrinha também diziam o mesmo... mas na verdade desde pequena sempre achei ridiculo essa história... pelo menos o Pai Natal tem um toque de fantasia...

Peregrino
25-12-2008, 12:02
Alguns muçulmanos crescidos e educados no Islão, esquecem que por vezes seus antepassados não eram muçulmanos.
É natural existir um período de transição de geração.
Partilhar com os familiares celebrações, não é para mim qualquer problema.

Parece-me que a intenção é o que conta.


Um muçulmano na Índia viu ser-lhe lançada a acusação de apostasia, por este ter celebrado com a família uma data da religião hindu.

Convenhamos, trata-se de tolices.

Não existe compulsão em religião.

Ninguém, além de Deus, pode ver o que vai nos corações.

Penso que o Islão precisa de uma reforma intensa, separar propostas morais individuais do campo da legalidade . A maioria dos ensinamentos islâmicos são do campo moral, por isso é necessário deixar cada um tomar suas decisões em liberdade.

É preferível ter menos muçulmanos, fiéis e firmes em sua fé, do que milhões de hipócritas.

Peregrino
25-12-2008, 12:27
Sobre o Natal, não gosto do que se tornou.
Gostava de ver as histórias sobre Jesus, mesmo que fossem com alguns erros...Não me importa se morreu na cruz, ou se ressuscitou ao 3 dia.
Não quero saber que a data escolhida, seja a mesma que celebra o nascimento de mitra.

Se vamos a desmistificar o 25 de Dezembro e o próprio Jesus, estaremos a fazer o mesmo sobre a visão muçulmana do acontecimento.

E depois,

Procurei na programação da TV, queria voltar a ver as histórias, e o único filme que iria passar na TV, era sobre a vida de José, filho de Jacob.

Nada contra os judeus, mas tenho impressão que as festas judaicas são mais valorizadas. Já na Páscoa, o filme da praxe é os 10 mandamentos.


Enquanto isto, todos os noticiários falam do Natal, das compras de última hora, blabla...
Jesus nada, uma pequena notícia sobre o turismo em Belém ou missa nesta cidade.


Em suma, o Natal, voltou a ser o que havia motivado sua celebração, uma festa pagã.
Andei a ler sobre a mitologia antiga, tive conhecimento que os finais do tempo veriam Odin ( o deus supremo dos nórdicos) vir alguém acima dele. Isto fez-me pensar se a mitologia pagã, não teria surgido através do envio de profetas, e estes acabaram tornados deuses.


Para a maioria das pessoas, o Natal, tornou-se o dia de reunião familiar, porque negar ou evitar participar nisto?
Considero os muçulmanos que abandonam a sua família errados.


A religião, não deveria ser austeridade, e recusa de viver no mundo...

Um hadith diz que ser muçulmano não é outra coisa que possuir um bom carácter.

Ser simples, parece-me bem melhor que ter uma lista de comportamentos sempre pronta à mão.

Não desrespeito quem queira comer, dormir, andar, etc
Como está escrito na tradição, mas isso não me serve...

rosa
25-12-2008, 18:29
s3Li, com atencao os posts dos irmaos.
Queria chamar a atencao para a origem do pres'epio: S. Francisco de Assis que pretendia lembrar que Jesus(a.s.) nasceu pobre, num ambiente buc'olico, muito longe do rumo que a Igreja tinha assumido no sec. XIII.
Com a mudanca dos tempos, mudaram-se, tambem as vontades e o que foi a celebracao do nascimento de Jesus (a.s.), em pobreza, transformou-se no simbolo do consumismo desenfreado, muito longe do verdadeiro espirito cristao.
A minha familia de origem 'e profundamente catolica e o mais impostante foi sempre a celebracao do nascimento do "filho de Deus" ... Claro que a troca de presentes esteve sempre presente, simbolizando as oferendas que os pastores levaram ao menino e, posteriormente, os presentes dos reis magos. Com o meu afastamento do catolicismo e apos a minha conversao, continuei a respeitar as crencas da minha familia de origem, continuo a dar de presente 'a minha mae presepios, porque ela faz coleccao.
Ser muculmano 'e submeter-se 'a vontade de Deus.
Todos os dias agradeco a Deus ter-me dado a possibilidade de encontrar o verdadeiro caminho, possibilitando que me tornasse uma melhor pessoa, porque antes de descobrir o Islao, nao sabia como conciliar a minha crenca em Deus com a minha descrenca em Jesus (a.s.), como filho de Deus. O Islao abriu-me a porta para a verdadeira F'e, possibilitou-me organizar o meu respeito por Jesus (a.s.), como profeta do Islao, cuja mensagem sempre apreciei. Mas, o mais incrivel de tudo 'e que a minha irma, catolica praticante, considera que Mohamad (s.a.w.) tambem e um profeta de Deus.
Que Deus esteja com a minha familia, muculmanos e catolicos e com todas as pessoas de boa vontade, que assumam que a prioridade 'e a pratica do bem, a solidariedade, a tolerancia e o respeito pelos outros.

Tambem queria agradecer a todos os irmaos e irmas que colaboram neste espaco, pelos contributos que tem dado, na troca de opinioes, no debate, na partilha. Que Deus esteja convosco e vos agracie com toda a felicidade possivel.
peco desculpa pelas incorreccoes, nomeadamente, falta de acentos e cedilhas, mas estou no estrangeiro e aqui o computador tem estas limitacoes.

Ma'a-salaama
rosa

khadijah
25-12-2008, 21:38
Assalamu Aleikom,

Partilho a 100% do ponto de vista e da postura da irmã Rosa.
Como convertida, não deixei de passar estes dias com a minha familia nem me parece que isso fizesse qualquer sentido.

Gostei muito do post da irmã Rosa.

Uma noite feliz para todos!

Salam

Tayeb
26-12-2008, 11:54
A mensagem do presidente iraniano endereçada aos cristãos, e em particular aos britânicos, sobre a ocasião das festividades de Natal, que já causou comentários fortes de sionistas britânicos:

XO1tRqXgv9Q

Peregrino
27-12-2008, 00:59
Ahmadinejad vence por goleadas no campo diplomático.

Suas intervenções são admiráveis.

Orlando
27-12-2008, 01:03
Ahmadinejad vence por goleadas no campo diplomático.

Suas intervenções são admiráveis.

Menos quando diz que não pena de morte no Irão

Peregrino
27-12-2008, 11:18
Menos quando diz que não pena de morte no Irão

Falo da política externa, sobre o que se passa no Irão desconheço.

Sobre pena de morte, oxalá venha a ser abolida em todo o mundo.

Pena Muhammad não ter deixado uma tradição diferente.
Ou que os muçulmanos usem a cabeça e pensem que chegamos a um ponto onde é desumano usar da pena de morte. Nem tudo tem que ser copiado, não se trata em mudar leis, só a forma de punir...

Alcorão só admite a pena de morte num único caso, e mesmo aí existe preferência a que se encontre outra solução.

Não posso aceitar que matar seja uma forma perfeita de justiça.

Tayeb
27-12-2008, 14:27
No Islão pena de morte pode não ser aplicada no caso de assassínio e outros casos em que os familiares da pessoa assassinada, ou noutros casos, aceita perdoar o assassino e este indemniza-os.

Colocar pessoas na prisão para o resto de vida não é desumano? Ficar naquela situação para sempre?

É fácil formular opiniões até que sintamos na pele vêr um familiar assassinado.

Orlando
27-12-2008, 16:05
No Islão pena de morte pode não ser aplicada no caso de assassínio e outros casos em que os familiares da pessoa assassinada, ou noutros casos, aceita perdoar o assassino e este indemniza-os.

Colocar pessoas na prisão para o resto de vida não é desumano? Ficar naquela situação para sempre?

É fácil formular opiniões até que sintamos na pele vêr um familiar assassinado.

Eu na prisão tenho a vida para provar a minha inocencia, mas que comparação a sua.

No Irão a pena de morte é pra muita coisa, mas não podemos este presidente pois ele não passa de um fantoche, quem manda no Irão é o aiatolá (é assim que se escreve em portugues:srverde:)

Tayeb
27-12-2008, 16:34
Acha que não é sofrimento para quem tenha sido condenado (sem a possibilidade provar que é inocente, pois admitiu o crime por exemplo) e ficar anos e anos preso até à morte, sem recurso para ver a liberdade?

É sua opinião que o presidente iraniano é fantoche. Não me vai dizer também que o nosso presidente é fantoche? Conhece que há separação de poderes no Irão? Que a nossa democracia não será a mesma dos ingleses por exemplo?

Orlando
27-12-2008, 17:13
Acha que não é sofrimento para quem tenha sido condenado (sem a possibilidade provar que é inocente, pois admitiu o crime por exemplo) e ficar anos e anos preso até à morte, sem recurso para ver a liberdade?

É sua opinião que o presidente iraniano é fantoche. Não me vai dizer também que o nosso presidente é fantoche? Conhece que há separação de poderes no Irão? Que a nossa democracia não será a mesma dos ingleses por exemplo?

Acabou de me dar razão se um recluso assume um crime para não ser condenado é morte é porque como qualquer pessoas perfere viver do que morrer, ainda por cima enforcado.

Claro que é fantoche, permitiu que as mulheres entrassem em estadios, depois veio o dono do Irão, que o que ele é cancelar o que o presidente fez, os aiatolas têm o Irão na mão.

O que é que a nossa tem haver com o Irão? Não temos nenhum bispo como dono de Portugal

Tayeb
27-12-2008, 21:21
Acabou de me dar razão se um recluso assume um crime para não ser condenado é morte é porque como qualquer pessoas perfere viver do que morrer, ainda por cima enforcado.

Claro que é fantoche, permitiu que as mulheres entrassem em estadios, depois veio o dono do Irão, que o que ele é cancelar o que o presidente fez, os aiatolas têm o Irão na mão.

O que é que a nossa tem haver com o Irão? Não temos nenhum bispo como dono de Portugal

Acho que não entendeu, estive a referir-me a divisão de poderes. O presidente português não pode imiscuir-se nos assuntos em que não é competente.