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Vizualizar Versão Completa : Hajj ? A Peregrinação a Meca


Osama
29-12-2003, 12:57
As Dimensões Interiores da Hajj
A natureza da viagem para a Hajj (Peregrinação a Meca)

[in Revista Islâmica Portuguesa AL FURQÁN, nº. 136 (site: www.alfurqán.pt)]

As pessoas de todo o mundo estão normalmente conscientes de dois tipos de viagem: uma viagem é a que é feita para se ganhar a vida. A outra é a que é realizada para o prazer e fazer visitas turísticas. Em ambas as viagens, oser humanoé incitado a andar para a frente devido à sua necessidade e desejo. Deixa a casa devido a uma resolução sua, gasta dinheiro ou tempo devido às suas próprias condições, assim, não levanta nenhuma questão de sacrifício em tal viagem.
Mas a posição desta viagem em particular, que é chamada de Hajj, é bem diferente das outras viagens.
Esta viagem não é feita para se ganhar benefício próprio ou qualquer desejo de alma. É feita apenas para Deus (ár. Allah) e para o preen- chimento do dever prescrito por Allah.
Nenhuma pessoa se pode preparar para realizar esta viagem a não ser que ame Allah no seu coração bem como tenha receio d'Ele, e sinta fortemente que a Fard (obrigação) ordenada por Allah só o beneficia.
Assim, qualquer pessoa que parta para a Hajj, separa-se da sua famí- lia e parentes por algum período, permite que o seu negócio sofra, gasta dinheiro e atravessa os rigores da viagem, fornece, através do seu acto de devoção, uma prova do facto que, no seu coração, teme Deus e O ama, e tem um sentido de dever.
Indica, também, que ele possui a força para deixar a sua casa, quando informado para fazer isso, e que ele faz enfrentando dificuldades e sacrificando a sua riqueza e conforto pela causa de Deus.

Tendência relativamente à virtude e piedade

Quando o peregrino está pronto para a viagem com a sua intenção sagrada, a sua disposição assume uma cor diferente. O seu coração, que está "a arder" com a exuberância do amor por Deus e que está a pulsar com a ansiedade para visitar a Sua Casa, começa a albergar apenas pensamentos virtuosos. Faz a sua penitência por pecados passados, procura o perdão de pessoas a quem poderá ter feito algum mal, tenta retribuir o seu dever aos outros onde necessário, para que não se dirija para o Tribunal de Deus preso com os direitos não preenchidos dos seus correligionários. Depois, quando ele caminha para iniciar a viagem, quanto mais ele se aproxima à Casa de Deus, mais profundo se torna a fazer boas acções. Tem o cuidado de ver se ninguém é magoado por ele, enquanto ele tenta retribuir seja com serviço ou ajudar como pode os outros. A sua própria natureza desiste do abuso, indecência, desonestidade, brigas e conflitos porque ele caminha no caminho de Deus.
Poderá um muçulmano fazer uma viagem em direcção ao Divino Haram-Charif e, ainda, sa- tisfazer-se com maus hábitos? Como pode tal coisa indigna ser possível para alguém?
Desta maneira, a viagem constitui para ele uma Ibadah (devoção) completa.
Opressão e vícios não podem encontrar aqui lugar, em contraste com todos os outros tipos de viagem. É esta a que continua a purificar a alma do ser humano muçulmano. É como um grande curso de reformação para ser feito obrigatoriamente por cada muçulmano que tenciona realizar a Hajj.

Benções e efeitos da Hajj

De todos os detalhes que ouviu durante o período de dois a três meses, desde o tempo em que a pessoa decide e prepara a Hajj até ao tempo de regressar a casa, pode avaliar quias são os efeitos grandiosos que são produzidos no coração e na mente dessa pessoa!
O processo implica sacrifício de tempo, sacrifício de dinheiro, sacrifício de conforto, sacrifício de várias relações mundanas e sacrifício de muitos desejos e prazeres corporais.
E isto apenas por amor a Allah, sem nenhum fim egoísta.
Assim, juntamente com a piedade e virtude, a lembrança incessante de Allah e a ansiedade e amor a Ele que predomina na mente do peregrino, tudo deixa uma impressão firme na sua mente que irá durar pelos anos vindouros.
Ao chegar à Terra Sagrada, ele testemunha, a cada passo, as relíquias daqueles que sacrificaram tudo em servidão e obediência a Allah.
Eles lutaram contra os árabes pagãos, sofreram torturas, tornaram-se migrantes, sofreram dificuldades insuportáveis, mas, finalmente, mantiveram-se firmes à Palavra de Deus e não ficaram satisfeitos enquanto não subjugaram cada poder falso que queria que o homem fosse subserviente a outras entidades que não Allah.
É uma lição de coragem e determinação, que um devotado a Allah pode ver destes sinais claros e relíquias sagradas.