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Vizualizar Versão Completa : O "Caminho Perigoso" da Manipulação das Religiões


Murid
26-12-2003, 19:45
Por A.M.
Fonte: PÚBLICOnline - Portugal
23 de Novembro de 2003

Numa coisa essencial estiveram de acordo o muçulmano, a judia e o
padre católico: as religiões e os seus textos fundadores podem ser
manipulados para a violência e a guerra, mas é um "caminho perigoso"
tentar encontrar "na essência da religião as causas dos actuais
conflitos", como os do Médio Oriente. Esta via, disse Esther Mucznik,
vice-presidente da Comunidade Judaica de Lisboa, "desvia as pessoas
das verdadeiras causas dos conflitos e atiça a intolerância
religiosa".

No debate de ontem à tarde sobre o papel das religiões, durante o
fórum promovido pela Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP), em
Lisboa, Mucznik acrescentou que "não é nos fundamentos, mas nos
comportamentos religiosos, que devemos encontrar a chave da
violência". E citou alguns desses comportamentos perigosos:
a "leitura rígida, literal, dos textos" fundadores, como a Bíblia ou
o Alcorão; a "pretensão à verdade única e exclusiva";
a "promiscuidade entre religião e política".

AbdoolKarim Vakil, muçulmano português e investigador no King's
College de Londres, recusou também que em nome do islão se cometam
actos violentos ou belicistas. "Repetir que islão é paz, que 'jihad'
é um esforço interior" e não a guerra santa, são "actos
provocatórios". E, citando várias passagens do Alcorão que sublinham
o valor fundamental da paz - "a fé é o refrear de toda a violência;
que nenhum crente cometa qualquer acto de violência" -, acrescentou
que "o maior desafio do islão", actualmente, é repensar "a relação
com o legado islâmico e com os textos do islão".

Esse trabalho, desconhecido pela maior parte das pessoas, "está a ser
feito em centenas de organizações", não porque os muçulmanos nelas
envolvidos são "compelidos a fazê-lo por outros", mas porque esse
debate faz parte da própria agenda interna de muitos grupos em todo o
mundo. As "apropriações violentas do islão" têm que ser
contestadas "dentro do islão", afirmou.

"Islão sem paz é um som oco"

Para AbdoolKarim Vakil, "o islão desprovido das noções de paz e de
perdão é um som oco, não faz sentido." E citou o exemplo dos
atentados do passado dia 15, contra duas sinagogas judaicas em
Istambul (Turquia), para dizer que "é impossível um muçulmano ficar
calado" perante esses actos cometidos em nome do islão. "A violência
contra israelitas não pode desculpar os atentados" em nome de uma
pretensa solidariedade entre muçulmanos, acrescentou.

Esther Mucznik citou uma declaração assinada há quatro dias pelos
principais responsáveis do islão e do judaísmo em França para dizer
que é necessário ter "coragem de denunciar o extremismo e o
fundamentalismo, venha de onde vier". E enumerou quatro condições
para romper a manipulação: a liberdade religiosa; a "separação clara
de religião e política"; a contribuição dos crentes para o
desenvolvimento; e o diálogo inter-religioso como "compromisso no
sentido da pacificação".

Luís de França, frade católico da Ordem Dominicana, citou
investigações antropológicas recentes - como na "Revista Arqueológica
Americana" de Agosto - para dizer que a guerra é uma "invenção da
espécie humana". "A biologia não condena a humanidade à guerra; a
mesma espécie que inventou à guerra é capaz de inventar a paz."

Sadika
27-12-2003, 12:41
Por A.M.
Fonte: PÚBLICOnline - Portugal
23 de Novembro de 2003


AbdoolKarim Vakil, muçulmano português e investigador no King's College de Londres, recusou também que em nome do islão se cometam actos violentos ou belicistas. "Repetir que islão é paz, que 'jihad' é um esforço interior" e não a guerra santa, são "actos provocatórios". E, citando várias passagens do Alcorão que sublinham o valor fundamental da paz - "a fé é o refrear de toda a violência; que nenhum crente cometa qualquer acto de violência" -, acrescentou que "o maior desafio do islão", actualmente, é repensar "a relação com o legado islâmico e com os textos do islão".

Esse trabalho, desconhecido pela maior parte das pessoas, "está a ser feito em centenas de organizações", não porque os muçulmanos nelas envolvidos são "compelidos a fazê-lo por outros", mas porque esse debate faz parte da própria agenda interna de muitos grupos em todo o mundo. As "apropriações violentas do islão" têm que ser contestadas "dentro do islão", afirmou.

"Islão sem paz é um som oco"

Para AbdoolKarim Vakil, "o islão desprovido das noções de paz e de perdão é um som oco, não faz sentido." E citou o exemplo dos atentados do passado dia 15, contra duas sinagogas judaicas em Istambul (Turquia), para dizer que "é impossível um muçulmano ficar calado" perante esses actos cometidos em nome do islão. "A violência contra israelitas não pode desculpar os atentados" em nome de uma pretensa solidariedade entre muçulmanos, acrescentou.


Irmão Murid:

Abdool Karim Vakil tem as mesmas opiniões dos Ahmedias. seita criada e instigada pelos ingleses na Índia, que o Islão devería abolir Jihad, que o Islão deverá ser "reformado". Está a seguir um caminho perigoso.

Em relação aos ataques contra os sinagogas onde estava Vakil quando Sharon violou o pátio da Mesquita Al-Aqsa e onde está quando os israelitas todos os dias violam os princípios básicos destruindo propriedades, roubando terras, assassinando civis?

Não se esqueça que a comunidade judaica da Turquia é responsável pela ligação intima entre Israel e Turquia. As coisas não são tão simples como os que pretendem arranjar meia dúzia de comprados para alterar o Islão.

Até que se comecem a resolver o tratamento que os muçulmanos sofrem da mão dos seus opressores, haverá sempre muçulmanos que vão pela via de Jihad pela via de armas.

Sadika

Caleidoscópio
05-01-2004, 19:17
Pois, tens razão, temos que fazer algo sobre os judeus, gente que luta barbaramente para viverem na terra dos seus antepassados!

NB da ADMIN: Não permitimos que insulte outros utilizadores. Editamos o nome.

Salahudeen
07-01-2004, 22:09
Claro... Já agora, vamos entregar a Peninsula Ibérica aos Celtas, a frança aos ingleses, e por ai fora... Quer voltar a por os paises como há 600 anos atrás??

RC
05-02-2004, 15:52
Pois, tens razão, temos que fazer algo sobre os judeus, gente que luta barbaramente para viverem na terra dos seus antepassados!

NB da ADMIN: Não permitimos que insulte outros utilizadores. Editamos o nome.


Terra dos seus antepassados, não seja ridiculo, Israel não tem legitimidade alguma, mas evitando seguir esse caminho que já foi discutido no forum direi somente, antes dos judeus já outros lá viviam de forma organizada, esses sim poderiam ser considerados os donos da terra.

Não se esqueça que se fala muito em anti-semitismo, ocultando o facto que os arabes são semitas, se aquela terra é dos semitas tire as conclusões que quizer, a verdade é que o povo semita tornou-se maioritariamente muçulmano.

Se todos agora decidissem viver na terra dos seus antepassados muitos arabes, berberes teriam que vir para portugal, pois os seus antepassados viveram cá, (os berberes que segundo estudos geneticos são parentes dos povos ibéricos).

Ricardo Correia