Islam
12-12-2003, 17:10
Suhaib (R) relatou que o Mensageiro de Deus (S) disse:
"Entre os povos antigos houve um rei que tinha um mágico (a seu serviço). Quando este ficou velho, disse para o rei:'Já que estou ficando velho, por favor escolha um jovem a quem eu possa ensinar magia!' Concordando com isso, o rei enviou a ele um jovem para aprender a arte da magia. No caminho do jovem, na ida para o mágico, vivia um monge com o qual o rapaz costumava sentar-se e ouvir-lhe a fala. Ele ficava tão aprazido com o discurso do monge, que toda vez que ia encontrar-se com o mágico, no caminho sentava-se com o monge, e isso o atrasava, e o mágico batia nele; o jovem queixou-se junto ao monge sobre isso. Este lhe disse: 'Quando tiveres medo do mágico, dize-lhe que o teu pessoal te deteve; e quando te vires acossado pelas perguntas do teu pessoal, dize que te atrasas por causa do monge.' Esse estratagema continuou por algum tempo. Num dia o jovem viu um grande animal a bloquear a passagem das pessoas, e disse para si mesmo:'Agora me certificarei se o mágico é o melhor, ou se é o monge!' Então ele pegou uma pedra, e disse: 'Ó Deus, se a conduta do monge é mais do Teu agrado, do que a prática do mágico, causa a morte deste animal, para que as pessoas possam passar.' Eis que ele golpeou o animal com a pedra, e o matou, possibilitando a passagem das pessoas. O jovem contou sobre aquilo para o monge, que disse: 'Filho, hoje tu me passaste em liderança, e acho que chegaste a um estágio em que poderás sofrer injúrias. Se isso acontecer, não reveles o meu reduto!'
" O jovem começou a curar as pessoas que sofriam de cegueira congênita, de lepra, e de outras enfermidades. A notícia chegou aos ouvidos de um cortesão do rei que havia ficado cego. Ele foi ter com o jovem, levando muitos presentes, e disse: 'Tudo isto será teu, se me curas!' O jovem lhe disse: 'Eu não curo ninguém; é tão somente Deus que concede a cura. Se declarardes a vossa fé em Deus, eu orarei por vós, e Ele vos concederá a saúde.' Assim, ele declarou sua fé em Deus, que lhe restaurou a visão. Depois ele foi para a corte real e aí se assentou, como soia acontecer. O rei perguntou a ele quem lhe restaurado a visão, e ele respondeu 'O meu Deus!' O rei perguntou: 'Acaso tens outro Deus além de mim?' O homem respondeu: 'Deus é o vosso e o meu Sustentador!' O rei ordenou que o cortesão fosse preso e torturado, até que ele revelou o nome do jovem, que foi levado perante o monarca, que lhe perguntou: 'Filho, te aprofundaste tanto na magia, que podes curar pessoas que sofrem de cegueira, lepra e outras doenças?' O rapaz disse: 'Eu não curo ninguém; é Deus Quem cura!' Então o rapaz foi também preso e torturado, até que ele fez o rei saber o nome e endereço do monge, que foi do mesmo modo intimado, e ordenado no sentido de repudiar a sua fé, mas ele se recusou. O rei mandou que trouxessem um serrote, que foi posto no meio da cabeça do monge, e ela foi cortada em dois pedaços. Depois o cortesão do rei foi chamado e intimado a renunciar à sua fé. Ele também recusou, e sua cabeça foi cortada. O jovem foi trazido perante o rei, que lhe pediu que renunciasse ao seu culto, mas ele se recusou a fazê-lo. O rei entregou o jovem aos seus homens, e lhes disse: 'Levai-o a tal montanha e, quando chegardes ao topo, se ele ainda se recusar a renunciar à sua fé, atirai-o montanha abaixo!' Eles o levaram para o topo da montanha; aí ele suplicou: 'Ó Deus, ajuda-me a me livrar disto, da maneira que achares mais apropriada!' Então um terremoto sacudiu a montanha, e os homens despencaram para baixo. O jovem voltou para o rei, que lhe perguntou: 'Que aconteceu com os teus acompanhantes?' Ele respondeu: 'Deus me salvou deles!' Então ele foi entregue a um outro grupo de homens aos quais foi mandado que o levassem num pequeno bote ao mar e, no caso de persistência em não renunciar à sua fé, que o atirassem ao mar. Assim eles o levaram, e ele orou: 'Ó Deus, livra-me desses indivíduos, da maneira que desejares!' O bote afundou com a sua carga e os homens do rei se afogaram. novamente o rapaz voltou para o rei, que lhe perguntou: 'Que aconteceu com teus acompanhantes?' Ele respondeu: 'Deus me resgatou deles', e acrescentou: 'Não sereis capaz de me matar, a menos que façais o que eu vos disser!' O rei inquiriu: 'E o que?' O jovem respondeu: 'Reuni o povo num espaço aberto, e fazei com que eu seja amarrado no tronco de uma palmeira, depois tirai uma flecha da minha aljava e, colocando-a no arco, dizer: 'Em nome de Deus, o Senhor desse jovem, e disparai a flecha em mim. Se fizerdes isso, sereis capaz de me matar!' O rei procedeu de acordo com o que o rapaz dissera: o povo foi reunido num espaço aberto, o jovem foi amarrado ao tronco duma palmeira, o rei pegou uma flecha da aljava dele e, colocando-a no arco, disse: 'Em nome de Deus, o Senhor desse jovem", e disparou. A flecha atingiu o jovem na têmpora; ele se contorceu todo, e morreu.
"Vendo aquilo, as pessoas disseram: 'Declaramos a nossa fé no Senhor desse jovem!', O rei foi informado: 'Vede, aquilo sobre o que estáveis apreensivo aconteceu: o povo declarou a sua fé no Senhor desse jovem!' O rei ordenou que trincheiras fossem escavadas em ambos os lados das estradas; quando estavam prontas, fizeram-nas ficarem cheias de fogo. Então foi anunciado que qualquer pessoa que se recusasse a abandonar a sua fé seria arremessada nas trincheiras em chamas, ou seria ordenado que nelas se atirassem. Esse procedimento teve continuidade. Uma mulher se apresentou, acompanhada de um menino, e hesitava em ser atirada ao fogo, no que o menino a encorajou, dizendo: 'Mãe, sê firme; tu está no caminho certo!' "" (Muslim).
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"Entre os povos antigos houve um rei que tinha um mágico (a seu serviço). Quando este ficou velho, disse para o rei:'Já que estou ficando velho, por favor escolha um jovem a quem eu possa ensinar magia!' Concordando com isso, o rei enviou a ele um jovem para aprender a arte da magia. No caminho do jovem, na ida para o mágico, vivia um monge com o qual o rapaz costumava sentar-se e ouvir-lhe a fala. Ele ficava tão aprazido com o discurso do monge, que toda vez que ia encontrar-se com o mágico, no caminho sentava-se com o monge, e isso o atrasava, e o mágico batia nele; o jovem queixou-se junto ao monge sobre isso. Este lhe disse: 'Quando tiveres medo do mágico, dize-lhe que o teu pessoal te deteve; e quando te vires acossado pelas perguntas do teu pessoal, dize que te atrasas por causa do monge.' Esse estratagema continuou por algum tempo. Num dia o jovem viu um grande animal a bloquear a passagem das pessoas, e disse para si mesmo:'Agora me certificarei se o mágico é o melhor, ou se é o monge!' Então ele pegou uma pedra, e disse: 'Ó Deus, se a conduta do monge é mais do Teu agrado, do que a prática do mágico, causa a morte deste animal, para que as pessoas possam passar.' Eis que ele golpeou o animal com a pedra, e o matou, possibilitando a passagem das pessoas. O jovem contou sobre aquilo para o monge, que disse: 'Filho, hoje tu me passaste em liderança, e acho que chegaste a um estágio em que poderás sofrer injúrias. Se isso acontecer, não reveles o meu reduto!'
" O jovem começou a curar as pessoas que sofriam de cegueira congênita, de lepra, e de outras enfermidades. A notícia chegou aos ouvidos de um cortesão do rei que havia ficado cego. Ele foi ter com o jovem, levando muitos presentes, e disse: 'Tudo isto será teu, se me curas!' O jovem lhe disse: 'Eu não curo ninguém; é tão somente Deus que concede a cura. Se declarardes a vossa fé em Deus, eu orarei por vós, e Ele vos concederá a saúde.' Assim, ele declarou sua fé em Deus, que lhe restaurou a visão. Depois ele foi para a corte real e aí se assentou, como soia acontecer. O rei perguntou a ele quem lhe restaurado a visão, e ele respondeu 'O meu Deus!' O rei perguntou: 'Acaso tens outro Deus além de mim?' O homem respondeu: 'Deus é o vosso e o meu Sustentador!' O rei ordenou que o cortesão fosse preso e torturado, até que ele revelou o nome do jovem, que foi levado perante o monarca, que lhe perguntou: 'Filho, te aprofundaste tanto na magia, que podes curar pessoas que sofrem de cegueira, lepra e outras doenças?' O rapaz disse: 'Eu não curo ninguém; é Deus Quem cura!' Então o rapaz foi também preso e torturado, até que ele fez o rei saber o nome e endereço do monge, que foi do mesmo modo intimado, e ordenado no sentido de repudiar a sua fé, mas ele se recusou. O rei mandou que trouxessem um serrote, que foi posto no meio da cabeça do monge, e ela foi cortada em dois pedaços. Depois o cortesão do rei foi chamado e intimado a renunciar à sua fé. Ele também recusou, e sua cabeça foi cortada. O jovem foi trazido perante o rei, que lhe pediu que renunciasse ao seu culto, mas ele se recusou a fazê-lo. O rei entregou o jovem aos seus homens, e lhes disse: 'Levai-o a tal montanha e, quando chegardes ao topo, se ele ainda se recusar a renunciar à sua fé, atirai-o montanha abaixo!' Eles o levaram para o topo da montanha; aí ele suplicou: 'Ó Deus, ajuda-me a me livrar disto, da maneira que achares mais apropriada!' Então um terremoto sacudiu a montanha, e os homens despencaram para baixo. O jovem voltou para o rei, que lhe perguntou: 'Que aconteceu com os teus acompanhantes?' Ele respondeu: 'Deus me salvou deles!' Então ele foi entregue a um outro grupo de homens aos quais foi mandado que o levassem num pequeno bote ao mar e, no caso de persistência em não renunciar à sua fé, que o atirassem ao mar. Assim eles o levaram, e ele orou: 'Ó Deus, livra-me desses indivíduos, da maneira que desejares!' O bote afundou com a sua carga e os homens do rei se afogaram. novamente o rapaz voltou para o rei, que lhe perguntou: 'Que aconteceu com teus acompanhantes?' Ele respondeu: 'Deus me resgatou deles', e acrescentou: 'Não sereis capaz de me matar, a menos que façais o que eu vos disser!' O rei inquiriu: 'E o que?' O jovem respondeu: 'Reuni o povo num espaço aberto, e fazei com que eu seja amarrado no tronco de uma palmeira, depois tirai uma flecha da minha aljava e, colocando-a no arco, dizer: 'Em nome de Deus, o Senhor desse jovem, e disparai a flecha em mim. Se fizerdes isso, sereis capaz de me matar!' O rei procedeu de acordo com o que o rapaz dissera: o povo foi reunido num espaço aberto, o jovem foi amarrado ao tronco duma palmeira, o rei pegou uma flecha da aljava dele e, colocando-a no arco, disse: 'Em nome de Deus, o Senhor desse jovem", e disparou. A flecha atingiu o jovem na têmpora; ele se contorceu todo, e morreu.
"Vendo aquilo, as pessoas disseram: 'Declaramos a nossa fé no Senhor desse jovem!', O rei foi informado: 'Vede, aquilo sobre o que estáveis apreensivo aconteceu: o povo declarou a sua fé no Senhor desse jovem!' O rei ordenou que trincheiras fossem escavadas em ambos os lados das estradas; quando estavam prontas, fizeram-nas ficarem cheias de fogo. Então foi anunciado que qualquer pessoa que se recusasse a abandonar a sua fé seria arremessada nas trincheiras em chamas, ou seria ordenado que nelas se atirassem. Esse procedimento teve continuidade. Uma mulher se apresentou, acompanhada de um menino, e hesitava em ser atirada ao fogo, no que o menino a encorajou, dizendo: 'Mãe, sê firme; tu está no caminho certo!' "" (Muslim).
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