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Vizualizar Versão Completa : As Cartas do Profeta Muhammad (s.a.w.) aos Reis


YiossufAdamgy
14-07-2007, 12:53
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As Cartas do Profeta Muhammad (s.a.w.) aos Reis (628 da E. C.)

O Profeta Muhammad (s.a.w.) e os seus seguidores estavam ocupados a cavar a trincheira para defesa da sua cidade, Medina, contra o ataque do forte exército de Meca, de mais de dez mil homens, que estava apenas a alguns dias de distância.

O acontecimento que se seguiu é conhecido pela ?Batalha de Trincheira? (627 E.C.). Foi durante esta escavação que Umar (r.a.) precisou de ajuda para deslocar uma pedra. O Profeta (s.a.w.) deu uma pancada com uma picareta na pedra, que produziu uma faísca como um raio brilhando sobre a cidade, em direcção ao sul. Numa tentativa de a soltar, ele bateu outra vez na pedra, e, de novo, houve um raio brilhando, mas na direcção da montanha de Uhud, e ao norte. Uma terceira pancada partiu a pedra em bocados e, desta vez, o raio brilhou para leste. Salman Farsi, o Persa, (r.a.) viu os três raios, e, convencido que deveriam ter algum significado, pediu uma interpretação ao Profeta. O Profeta (s.a.w.) respondeu:

"Pela luz do primeiro raio, vi os castelos de Yemen; pela luz do segundo, vi os castelos da Síria, e, pela luz do terceiro, vi o palácio de Kisra (Chosroes, rei da Pérsia) em Mada?in. Com o primeiro raio, Deus (ár. Allah) abriu-me as portas deYemen; com o segundo, Ele abriu-me as da Síria e o Ocidente; e com o terceiro, as do Oriente".

No ano seguinte, após o tratado de Hudaibiya, o Profeta (s.a.w.) decidiu escrever aos reis vizinhos, incluindo aos das duas superpotências, convidando-os para o Islão.

De modo a fazer a selecção dos embaixadores a enviar aos governantes, ele pediu aos seus Companheiros que se reunissem na Mesquita. Depois de efectuarem a oração obrigatória, ele dirigiu-se-lhes:

?Ó povo! Allah enviou-me como uma misericórdia para a humanidade e como o Profeta para o mundo. Por isso, pregai (a mensagem do Islão) em meu nome; Allah será misericordioso com vocês...?.

O Profeta seleccionou, então, alguns dos seus competentes companheiros como embaixadores a enviar aos Reis e Chefes de Estado. A seguir se indicam alguns:

? Dihyah ibn Khalifah al-Kalbi (r.a.) para Heraclius, Imperador dos Bizantinos (Império Romano Oriental).

? ?Abdullah bin Hudhafah (r.a.) para Chosroes II, Imperador dos Persas).

? ?Amr bin Umayyah (r.a.) para Negus, rei da Abissínia.

? Hatib? bin Abi Baitah (r.a.) para Muqawqis, Governante do Egipto.

? Shuja bin Wahab al-Asadi (r.a.) para Harith Gassani, Governador da Síria.

? ?Ala bin Hadrami (r.a.) para Al-Mundhir bin Sawa, Governante do Bahrain.

O conteúdo das cartas do Profeta (s.a.w.) era semelhante. O texto da carta enviada a Heraclius era o seguinte:

?Em nome de Allah, o Beneficente, o Misericordioso.

Esta carta é de Muhammad, o servo de Deus e o seu apóstolo, para Heraclius, o Governante dos Bizantinos.

Paz esteja com aquele, que segue o caminho certo.

Convido-vos para o Islão e se vos tornardes Muçulmano (subimisso à Vontade de Deus) sereis salvo, e Deus duplicará a vossa recompensa; e se rejeitardes este convite para o Islão estareis a cometer um pecado ao enganar os vossos subditos. E recito-vos a declaração de Deus:

«Dize-lhes: "Ó Povo das Escrituras! Vinde a termos comum entre nós e vós: que não adoremos ninguém senão Deus; que não Lhe associemos nenhum parceiro; e que não aceitemos outros senhores além de Deus". Se, depois elessve afastarem, dize-lhes: "Sede testemunhas de que somos aqueles que se submetem à Vontade de Deus"». ? (Alcorão, 3:64).

Todas as cartas do Profeta (s.a.w.) eram estampadas com as palavras: ?Muhammad Rassulullah? (Muhammad, o Mensageiro de Deus). Três das cartas do Profeta (s.a.w.) foram preservadas, até à data presente.


(? in "O Cristianismo no Islão, o Alcorão e a Sunna", Coord. por M. Yiossuf Adamgy, edição de Al Furqán, Portugal, 1991).